ECONOMIA
Quinta-feira, 03 de Abril de 2008, 21h:00
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GREVE - II
Valor das diárias se acumulam
MARCONDES MACIEL
Da Reportagem
Além da ameaça de paralisação da produção por causa do atraso na liberação das mercadorias e matérias-primas para o funcionamento das indústrias, as importadoras estão sendo obrigadas a arcar com elevados custos das diárias pelo armazenamento das cargas no Porto Seco. Apenas uma empresa que pediu para ter seu nome resguardado - terá que desembolsar R$ 100 mil em diárias dos caminhões, estadia no Porto Seco e containners. O curtume estava com 10 carretas no Porto Seco, ontem, aguardando o desembaraço fiscal. Cada diária de uma carreta no porto custa R$ 350. Contabilizando as 33 carretas que ficaram paradas e multiplicando o valor da diária por um período de 17 dias, o montante acumulado chega a R$ 195,50 mil. Já o valor da diária de cada containners é de R$ 68, totalizando R$ 28,90 mil nos 17 dias de paralisação. CAMINHONEIROS Os caminhoneiros afirmam que esta é a pior situação que já enfrentaram no Porto Seco. Chegamos aqui no dia 19 de março e somente agora as mercadorias começaram a ser desembarcadas, conta Mauro Antônio de Almeida, motorista de um bitrem da Transportadora Top Line, de Santos (SP). Ele veio do Porto de Santos, com carga de cromossal para um curtume. A matéria-prima foi trazida da Colômbia. São 10 carretas que transportaram o mesmo produto, relata outro motorista da transportadora, Sandro Barbosa. Outro motorista, Dílson Hantrive, da transportadora Trans-eixo, de Uruguaiana/RS, chegou ao Porto Seco com uma carga de 25 toneladas de polietileno para a indústria de PVCs Múltiplos, de Jaciara. Já enfrentei várias situações, mas esta é a pior porque os fiscais da Receita Federal não estão liberando nada, diz. Somente ontem a carga começou a ser descarregada, mas sem permissão para seguir até a indústria. Valdir Frederico Dorn e Cid Hampel, da Letsara Transportadora e Logística, aguardavam ontem autorização para descarregar zinco eletrolítico para uma indústria de Cuiabá. No total a nossa empresa está transportando 175 toneladas do produto, mas até agora a mercadoria ainda não foi desembaraçada pela fiscalização, contam eles. Esta é a primeira greve enfrentada pelos motoristas da Letsara, em Cuiabá. A situação está caótica e não sabemos quando retornaremos ao porto de Foz de Iguaçu (PR) para trazer nova carga. O zinco eletrolítico transportadora por Valdir e Cid veio de Buenos Aires, na Argentina.