ECONOMIA
Quinta-feira, 06 de Junho de 2013, 20h:15
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BOVINOS
Uso da capacidade industrial é o maior dos últimos cinco anos
Conforme o Imea, a indústria local está faminta e ampliou abates no quadrimestre
MARIANNA PERES
Da Editoria
Mato Grosso encerrou o primeiro quadrimestre do ano com abate de 1,93 milhão de cabeças de bovinos, segundo dados do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea/MT). O volume processado supera em 10,28% o consolidado em igual período do ano passado 1,75 milhão de cabeças e foi suficiente para ampliar também a utilização da capacidade instalada nos frigoríficos do Estado, que atingiu o maior nível dos últimos cinco anos no período. Conforme cálculos do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a elevação dos abates fez com que a capacidade instalada fosse a 45,7%, 4,7 pontos percentuais ante a utilização registrada no mesmo período de 2012, em 41%. Para efeito comparativo, num universo de 100 bois, 45 foram abatidos, ante 41 cabeças no acumulado de janeiro a abril de 2012. Um ponto de destaque é que nos primeiros quatro meses do ano de 2013 se registra a maior utilização dos últimos cinco anos, ou seja, nunca se utilizou tanto a capacidade instalada para o período dos quatro primeiros meses do ano no Estado, destacam os analistas de Bovinocultura do Imea. A alta na utilização da capacidade instalada é explicada, principalmente, pelo aumento da oferta de bovinos, machos e fêmeas. Para se ter uma ideia, em 2013 o estoque de machos disponíveis para abate será de 4,24 milhões de cabeças, a maior oferta dos últimos três anos, além disso, o maior descarte fêmeas - média de 54% para o primeiro quadrimestre - contribuiu para elevação. Um ponto relevante da análise, é que a indústria reagiu bem ao aumento de oferta de gado no Estado, sendo verificado a reativação de plantas frigoríficas em Pontes e Lacerda e Vila Rica, resultando no aumento mais expressivo da utilização das macrorregiões oeste e nordeste. A indústria frigorífica instalada em Mato Grosso está com "fome", abatendo mais bovinos no primeiro quadrimestre do ano, reforça o Instituto. Conforme o Imea, a afirmação é possível devido aos cálculos do Instituto que revelaram que a utilização da capacidade frigorífica instalada, isto é, a utilização das plantas em operação e fora de operação está em níveis elevados. No primeiro quadrimestre de 2012 a utilização da capacidade instalada do Estado era de 41%, já no primeiro quadrimestre de 2013 a utilização está em 45,7%, uma elevação de 4,7 pontos percentuais. De modo geral verificou-se manutenção ou elevação na utilização da capacidade instalada nas macrorregiões do Estado. Cabe destacar que no primeiro quadrimestre de 2012 existiam plantas na macrorregião nordeste e oeste que estavam paralisadas e neste ano elas voltaram a operar. A volta dessas plantas nestas macrorregiões aumentou a utilização da capacidade instalada no primeiro quadrimestre, chegando a 48,9% e 36,3%, respectivamente. EXPORTAÇÃO - A divulgação mensal da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) não trouxe nenhuma alteração no ranking das unidades da federação que mais exportam carne bovina. Assim, São Paulo segue em primeiro lugar com um volume de 38,92 mil toneladas, Mato Grosso, em segundo, com 26,15 mil toneladas e fechando os três maiores exportadores, Goiás, com 19,18 mil toneladas. De maneira geral houve um aumento no volume exportado de carne bovina por todos os estados na comparação de março com abril, com exceção de Rondônia. O maior destaque para o mês ficou com Mato Grosso que aumentou em 27,21% o seu volume, passando de 20,56 mil toneladas em março para 26,15 mil toneladas exportadas no quarto mês do ano. Assim, a participação da carne bovina mato-grossense na pauta das exportações brasileiras de carne bovina apresentou um aumento substancial, saindo de 16,76% em março para 19,09% em abril.