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ECONOMIA
Sexta-feira, 02 de Outubro de 2009, 00h:15

MORATÓRIA DA CARNE

TAC depende de muitos acertos

Pecuaristas, frigoríficos e o Ministério Público Federal no Estado iniciaram ontem discussões para elaboração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Conforme o MPF, o objetivo é de que os frigoríficos se comprometam a não comprar animais, com destino ao abate, oriundos de propriedades rurais que praticam o desmatamento ilegal. Ficou claro ontem que o consenso vai depender de muitas rodadas de negociação. Nova reunião deverá ser realizada daqui a 15 dias. Um dos principais argumentos da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) é de que neste intervalo o segmento consiga trazer para as discussões que vão levar à formatação do TAC mais representantes e maior representatividade dos segmentos que já compareceram ao encontro de ontem. “Mato Grosso tem 50 frigoríficos e só quatro se fizeram representados. Outro elo da cadeia pecuária que deve ter espaço nesta discussão é o varejo. A questão não é reunir meia dúzia e assinar um acordo”, explicou ontem a Acrimat. Em entrevista ao “Notícias Agrícolas”, ontem, o superintendente da Acrimat, Luciano Vacari, disse: “o pecuarista até agora não foi consultado para definição desses critérios já anunciados pelo JBS-Friboi, Bertin e Marfrig. Os frigoríficos se esqueceram de que quem produz são os produtores e que eles também vendem seu gado para o frigorífico que quiserem". Mato Grosso conta com 115 mil propriedades rurais voltadas à pecuária e detém o maior rebanho do País: 26 milhões de cabeças. (Marianna Peres com Notícias Agrícolas)

Edição EDIÇÃO 16967




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