ECONOMIA
Segunda-feira, 16 de Abril de 2007, 21h:00
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Sindipetróleo defende setor mato-grossense
Carga tributária alta, logística precária e custos operacionais. De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sindipetróleo), Fernando Chaparro, esses são os principais fatores que elevam o preço da gasolina no Estado. Dados da ANP apontam que Mato Grosso possui o litro de gasolina mais caro do país, que é em média R$ 2,923. Só de imposto estadual, quer dizer, de ICMS a alíquota é de 25%. É uma tributação muito alta, afirma Chaparro. Aliado ao ICMS, outros encargos federais como CID (Imposto sobre combustíveis), PIS/Cofins e CPMF oneram em torno de 15,33% o valor da gasolina, totalizando 40,33% só de carga tributária. Para ser ter uma idéia, com o preço da pauta a R$ 2,9466, R$ 1,1537 do valor da gasolina são abocanhados com tributos diretos, explica o presidente. Os cálculos para a formação de preço mostram que o custo de um litro da gasolina C (que contém 77% gasolina A + 23% de álcool anidro) é de R$ 1,0317, que juntamente com R$ 1,1537 de impostos gera um despesa para a distribuidora R$ 2,1854. Ainda os cálculos apontam que, em média, o lucro da distribuidora é de R$ 0,15 por litro, e o custo do frete R$ 0,12, totalizando a R$ 2,45. A margem de lucro dos postos é de 16% do valor da gasolina vendida da bomba. Em princípio, parece um lucro alto. Mas a realidade é outra, evidencia Chaparro.