ECONOMIA
Terça-feira, 29 de Janeiro de 2013, 20h:09
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AGRICULTURA
Setor deve crescer 18,2%
O aumento representará R$ 450,3 bilhões no faturamento do setor com a venda obtida de 20 produtos agrícolas
LUCIENE CRUZ
Da Agência Brasil Brasília
A Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima crescimento de 18,2% no valor bruto da produção (VPB) agropecuária em 2013. O aumento representará R$ 450,3 bilhões no faturamento do setor com a venda obtida de 20 produtos agrícolas e cinco pecuários (que trata de carnes e derivados de animais). No ano passado, o setor faturou R$ 380,8 bilhões. Em nota, a CNA avalia que a aceleração dos preços das principais commodities agrícolas e o aumento no volume de produção, especialmente de soja e cana-de-açúcar, indicam resultado positivo para o ano. Segundo a entidade, a projeção de faturamento da soja deve chegar a R$ 105 bilhões, em 2013. O valor representa aumento de 52% em relação ao resultado do ano passado. Essa elevação reflete o crescimento de 24,5% da produção, em decorrência da expansão de 9,2% da área plantada na safra 2012/2013 e da perspectiva de recuperação da produtividade das lavouras nos estados que sofreram perdas na safra passada, diz o comunicado. EXPECTATIVA Para a cana-de-açúcar, a expectativa é de faturamento de R$ 48,565 bilhões neste ano. A CNA destacou que o resultado deve ser impulsionado pelo aumento de 5,6% na produção e de 7,4% nos preços. Do total de 20 produtos agrícolas pesquisados, três podem apresentar queda no faturamento em 2013.No caso do algodão, a CNA estima redução de 22,6% no faturamento do valor bruto da produção. A perspectiva de queda é atribuída ao desaquecimento do mercado de fibras. Pressionado pelo recuo de produção e pela queda de preços, o faturamento do café deve cair 17,9%, neste ano, enquanto o trigo pode o ter o VPB reduzido em 6,5%. TOMATE A colheita do tomate na propriedade de Izael Rosa, em Ribeirão Branco, São Paulo, já está no fim. Ele tem 2,5 hectares plantados e um total de 30 mil pés. No início do ano passado, a situação era bem diferente, o produtor tinha uma roça de 70 mil pés de tomate em produção. Este ano, ele decidiu reduzir a plantação pela metade porque não conseguiu comercializar o produto. Eu joguei fora na faixa de 10 mil caixas de tomates porque não tinha preço e tinha muito produto no mercado, conta. A diminuição na lavoura de Izael é um exemplo do que ocorreu nas lavouras de tomate não só no estado de São Paulo, mas em todo o país. A redução da área plantada no Brasil está na média de 16% e consequentemente a menor oferta do produto uma alta nos preços. No município de Ribeirão Branco, a caixa de tomate com 22 quilos está saindo da lavoura por R$ 40.