ECONOMIA
Segunda-feira, 27 de Julho de 2009, 19h:55
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SELIC
Redução pode ter chegado ao fim
O boletim Focus divulgado ontem pelo Banco Central mostra que os analistas do mercado financeiro mantiveram a previsão de que não haverá mais cortes na taxa básica de juros, a Selic, neste ano. A publicação semanal do BC é elaborada com base em projeção de instituições financeiras para os principais indicadores da economia. Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reduziu os juros básicos de 9,25% ao ano para 8,75% ao ano. Na próxima quinta-feira, o BC divulga a ata da reunião do colegiado, com justificativas para a decisão, indicação da atuação futura e análise do cenário econômico. Em 2010, os analistas esperam que o Copom aumente a taxa básica, que deve chegar ao fim do ano em 9,25% ao ano. A previsão anterior era 9,38% ao ano. A Selic serve de referência para outras taxas de juros e é usada pelo BC como uma forma de controle da inflação. Quando os preços estão em alta, o BC aumenta os juros e faz o inverso quando a inflação está em baixa e há necessidade de estimular a atividade econômica. Neste ano, os juros básicos já foram reduzidos em 5 pontos percentuais. Cabe ao BC perseguir a meta de inflação fixada pelo Conselho Monetário Nacional, formado pelos ministros da Fazenda e do Planejamento e pelo presidente do Banco Central. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi o escolhido pelo governo federal para a meta. Na projeção dos analistas, o IPCA deve chegar ao final do ano em 4,53%, a mesma estimativa da semana anterior. Esse percentual para o IPCA está um pouco acima do centro da meta de 4,5%. Entretanto, a meta, válida para este ano e o próximo, tem margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos, ou seja, o limite inferior é de 2,5% e o superior é de 6,5%. Para 2010, a estimativa para o IPCA passou de 4,41% para 4,40%. A previsão para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) em 2009 caiu de 0,90% para 0,50%. A estimativa para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) também está em queda: passou 0,44% para 0,30%, neste ano. A estimativa para os preços administrados foi mantida em 4,30% neste ano. Para 2010, a projeção foi ajustada de 3,80% para 3,72%. Os preços administrados referem-se aos valores cobrados por serviços monitorados (combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo e outros).