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Cuiabá MT, Segunda-feira, 22 de Junho de 2026

ECONOMIA
Sábado, 21 de Março de 2009, 13h:43

Redução nas vendas preocupa lojas do setor

As lojas de materiais para construção também dizem já estar sentindo os prejuízos causados pela crise. O gerente de vendas da Operário Materiais para Construção, Rosival Rodrigues Barreto, explicou que a empresa ainda não fez nenhum corte no quadro de funcionários, mas já adotou o método de redução de gastos para continuar pagando os colaboradores em dia. A Operário tem 53 funcionários diretos e cerca de 80 terceirizados sazonais. Barreto explica que a alternativa foi cortar despesas com energia elétrica e água, começar a reciclagem de copos e até mesmo economizar no lanche e cafezinho servidos aos funcionários. “Tivemos que reduzir os custos”, observou. A empresa também reduziu o preço de alguns produtos como cimento e ferro, para tentar compensar com um possível aumento nas vendas. Rosival explicou que em outubro, o saco do cimento estava sendo comercializado por R$ 24,50. Atualmente, o mesmo produto está sendo vendido por R$ 20. Já o metro de cimento que antes era vendido por R$ 31, agora custando R$ 23,50. “O produto estava ficando estocado e para vender tivemos que baixar e fazer um remanejamento nos preços”. Jarbas Gomes, proprietário de uma loja para materiais básicos de construção, como hidráulica e elétrica, localizada na Avenida Lions Internacional, que preferiu que o nome da empresa não fosse divulgado, também confirmou que houve redução nas vendas neste trimestre. O empresário Gomes explicou que pretendia abrir uma loja para vender materiais mais pesados como ferro e cimento, mas com a redução nas vendas de materiais preferiu não arriscar. “Vou dar um tempo, esperando que haja um aquecimento na economia”, afirmou. O empresário diz que também passou a reduzir os gastos básicos dentro da loja e já demitiu um dos sete funcionários que fazem parte do quadro de colaboradores. O comércio de materiais de construção de Rondonópolis é o termômetro regional do segmento. Construtores e órgãos públicos dos municípios na vizinhança fazem compras no atacado nas empresas rondonopolitanas, reservando às suas cidades somente uma pequena fatia desse mercado. (TE)

Edição EDIÇÃO 16967




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