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ECONOMIA
Sábado, 14 de Fevereiro de 2009, 12h:42

SUPERMERCADOS

Redes miram os bairros

Grandes, médias ou de pequeno porte, as empresas se ampliam, fundem-se e ficam mais próximas dos clientes

MARCONDES MACIEL
Da Reportagem
Ainda não é um boom, mas tudo indica que o setor supermercadista caminha para uma forte expansão na Grande Cuiabá. Inúmeras lojas estão sendo abertas nos bairros, outras sendo incorporadas pelas grandes empresas e ainda outras formando grupos para se manter no mercado. O resultado de todo este movimento é mais alternativas de compra aos consumidores, especialmente para quem reside nos bairros considerados mais periféricos. Os empresários evitam falar sobre o assunto, mas os números são evidentes. Só nos últimos anos vários supermercados se instalaram em diferentes pontos de Cuiabá e Várzea Grande. O Comper, por exemplo, está com quatro lojas e a rede Compre Mais já está com 16. Há informações ainda de que o grupo estaria interessado na aquisição de novas unidades neste ano. Outras redes de médio porte também cresceram bastante. A rede de supermercados Paulista, aberta há dez anos, hoje conta com cinco lojas em Cuiabá e Várzea Grande. O Supermercado Dia a Dia, do empresário Vilmar Zdoarlski, começou em 1995 com apenas uma loja e agora contabiliza sete unidades espalhadas em Cuiabá e Várzea Grande. “Decidimos ampliar a rede em direção aos bairros para ficarmos mais próximos dos consumidores”. Para 2009, a expectativa do empresário é implantar mais cinco lojas em Cuiabá. Três já estão confirmadas e serão abertas nos bairros Osmar Cabral, Santa Isabel e Recanto dos Pássaros. Mesmo alegando dificuldades como a alta carga tributária e os elevados custos operacionais, o empresário diz que o setor está em franca expansão no Estado. “Há espaço para crescermos mais, o mercado ainda está aberto”, afirma Vilmar. Ele admite que a crise mundial e a falta de crédito estão afetando as empresas. “Temos de ser cautelosos porque as margens estão cada vez mais reduzidas e as despesas crescentes. É preciso fazer um bom planejamento”. Na avaliação do presidente da Associação dos Supermercadistas do Estado (Asmat), Cássio Catena, o setor está crescendo, porém, ainda não existe qualquer boom neste momento. “Muitas lojas estão surgindo com outros nomes, em pontos comerciais onde já funcionavam supermercados”. PARCERIAS – Segundo ele, as pequenas lojas estão se unindo a outras para enfrentar as grandes redes. “O associativismo aumenta o poder de compra das empresas, com resultado melhor para todos. Isso tem viabilizado a permanência deste segmento no mercado”. Ele conta que supermercados de pequeno porte estão sendo incorporados às grandes redes devido às dificuldades financeiras, falta de capital de giro e forte concorrência. Na avaliação de Catena, o que as empresas menores precisam é buscar a eficiência do ponto de vista do consumidor, tirando proveito de estarem ao lado do cliente, o que é mais difícil para as grandes empresas. O objetivo é a permanência no mercado de pequenos e médios supermercados, principalmente, com a entrada de grandes grupos varejistas. Com as fusões e aquisições das grandes redes supermercadistas nacionais, pequenos supermercadistas têm unido esforços para formar alianças através das chamadas centrais de negócios. “A estratégia é criar escala, evitar intermediário e comprar produtos básicos e de alto giro diretamente da indústria”, diz o presidente da Asmat.

Edição EDIÇÃO 16967




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