ECONOMIA
Terça-feira, 30 de Outubro de 2012, 20h:56
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CIRCUITO TECNOLÓGICO
Raio-X da safra sai em novembro
O Circuito Tecnológico, expedição técnica promovida pela Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja/MT) foi finalizado última sexta-feira, após duas semanas visitando todas as regiões produtoras do Estado para se traçar um raio-X desta nova safra mato-grossense. A expectativa é apresentar os dados no próximo mês. Nos mais de 16 mil quilômetros percorridos durante os dez dias de Circuito Tecnológico, os diálogos giraram em torno de temas como a irregularidade da chuva, a falta de mão-de-obra qualificada para o trabalho no campo, as ervas daninhas, entre outros. As equipes da entidade aplicavam questionários para conhecer pontos importantes de cada propriedade e ainda recolhiam amostras de sementes e fertilizantes. O gerente técnico da Aprosoja/MT e coordenador do Circuito Tecnológico, Nery Ribas, acredita que a expedição foi fundamental para saber como o produtor está trabalhando neste início da safra. Conhecemos produtores preocupados com o clima, outros com a questão de insumos, mas todos sabendo fazer seus trabalhos bem feitos e satisfeitos com a atuação da Aprosoja, afirmou. Uma das perguntas se referia à necessidade de qualificar a mão-de-obra no campo. Os produtores rurais foram unânimes em solicitar cursos para seus colaboradores. Nós temos dificuldade para encontrar funcionários qualificados porque os equipamentos exigem um grau maior de escolaridade. A mão-de-obra no campo tem que se aperfeiçoar a cada lançamento de máquina ou novo produto, comentou o produtor Genes José Carlins, da fazenda Itacorá, de Lucas do Rio Verde. O produtor rural Felipe Gatto, da Fazenda Argemira, em Itiquira, acredita que outro ponto importante é que os trabalhadores qualificados estão evadindo para outras obras, como das indústrias da região e para a construção civil. Na região sul, por exemplo, muitos produtores reclamaram da instabilidade de chuvas. A propriedade da família Gatto, por exemplo, estava com as plantadeiras paradas até o final da semana. Plantamos 600 hectares e esperamos que chova, senão precisaremos fazer o replantio das sementes, explicou. Durante as viagens, as equipes encontraram experimentos que podem fazer a diferença na produção de soja. Um exemplo é o plantio adensado em 600 hectares da Fazenda Vertente, de José Pupim. Isso significa linhas de plantio mais próximas, que aumentam a população de plantas e assim, incrementam a produtividade. Segundo o gerente de produção da fazenda, Alexsander Gomes Furtado, a expectativa é que se colha até 120 sacas por hectare. Já fizemos uma experiência em área menor e deu certo. Se nesta safra tudo correr bem, poderemos expandir para 100% da lavoura na próxima safra, afirmou.