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ECONOMIA
Terça-feira, 09 de Junho de 2009, 20h:25

PIB

Queda de 0,8% no primeiro trimestre confirma recessão

Segundo ministro Bernardo, recuo ficou bem abaixo das projeções. “Crise é mais curta”

A economia brasileira encolheu 0,8% no primeiro trimestre deste ano, em relação ao quarto trimestre do ano passado. É o segundo trimestre consecutivo de redução do Produto Interno Bruto (PIB), o que caracteriza um cenário de recessão técnica do País. Nos últimos três meses de 2008, o PIB brasileiro caiu 3,6%. No acumulado dos últimos 12 meses até março deste ano, o PIB acumula alta de 3,1%. Em valores, o PIB somou R$ 684,6 bilhões. Na comparação com o primeiro trimestre de 2008, o PIB do País caiu 1,8%. O PIB é a soma de todas as riquezas produzidas pelo país. Para o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, o resultado do PIB no primeiro trimestre deste ano, apesar de negativo, nem de longe é igual ao que estava sendo projetado pelo mercado. "O pessoal estava projetando uma queda de 1,8% na margem (na comparação ante trimestre imediatamente anterior). Foi de fato um resultado muito menos negativo do que as projeções indicavam. Somando ao fato de que temos vários indicadores positivos posteriores a março, isso confirma a tese que o governo tem defendido de que vamos ter aqui uma crise muito mais curta que em outros países", avaliou o ministro. Conforme o ministro, o resultado do PIB no primeiro trimestre, menos negativo do que as projeções do mercado, reflete as políticas fiscal e monetária adotadas pelo governo federal. O ministro considerou que o resultado da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, que se refere aos investimentos em produção) no primeiro trimestre de 2009, que registrou queda de 12,6% em relação ao quarto trimestre de 2008, foi o pior indicador divulgado ontem pelo IBGE. "É uma queda muito violenta. Nós tivemos um crescimento do investimento de 14% em 2008. Então, é uma reversão ruim, bem negativa." Bernardo lembrou, porém, que já está havendo a retomada dos investimentos em alguns setores produtivos, como a construção civil e a indústria automotiva, e que isso acontecerá em outros. Para ele, há também uma recuperação no agronegócio e no mercado de trabalho. O ministro avaliou ainda que está ocorrendo também uma recuperação do crédito, puxada pelos bancos públicos. "Os bancos públicos puxaram o crédito para um patamar maior (do que aquele) que tínhamos em setembro", disse. Bernardo afirmou que o Brasil foi atingido pela crise muito mais tarde do que outros países e agora vai sair dela com mais rapidez. "Há um convencimento no governo de que o segundo trimestre vai ter resultado positivo em relação ao primeiro trimestre e o melhor é que vamos acelerar nos dois trimestre posteriores e chegar no fim do ano em um ritmo bem melhor de crescimento", disse. O ministro disse que não tem garantias de que o segundo trimestre deste ano será melhor que o segundo trimestre do ano passado, mas que, de fato, está havendo uma retomada da economia brasileira muito mais rápida do que muitos analistas estavam projetando.

Edição EDIÇÃO 16963




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