ECONOMIA
Sexta-feira, 04 de Maio de 2007, 20h:18
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ALCOOLDUTO
Protocolo é adiado
Projeto original encaminhado pela Sicme à Petrobras
contempla a extensão do ramal até Nova Olímpia (MT)
MARCONDES MACIEL
Da Reportagem
A Petrobras decidiu adiar a data da assinatura do protocolo de intenções com o governo do Estado para viabilizar a construção de um ramal do alcoolduto até Mato Grosso. A assinatura do protocolo estava prevista para acontecer durante o mês de abril, em Cuiabá, e a nova data não foi anunciada. Estamos aguardando uma posição da Petrobras, pois precisamos de garantia de escoamento para produzir com mais tranqüilidade e pensarmos em uma grande expansão de área. Entendemos que o alcoolduto é fundamental para consolidar este projeto do álcool em nosso Estado, sublinhou o secretário de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme), Alexandre Furlan. O alcoolduto a ser construído pela Petrobras ligará a refinaria de Paulínia (Replan), em São Paulo, ao terminal de Senador Canedo, em Goiás, visando à exportação de álcool da região Centro-Oeste. Com investimentos projetados de R$ 500 milhões, a previsão é de que o alcoolduto transporte 4 bilhões de litros de álcool. O alcoolduto sairá de Santos, passando por Paulínia, Ribeirão Preto todos em São Paulo, Uberaba (MG) antes de chegar ao terminal de Senador Canedo, em Goiás. Para o ramal chegar a Mato Grosso, há duas opções: a primeira passando por Barra do Garças, através da BR-070, e a segunda pela BR-364 (Cuiabá-Porto Velho), entrando por Alto Araguaia. O projeto original encaminhado pela Secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme) à Petrobras contempla a extensão do ramal até ao município de Nova Olímpia (225 quilômetros ao Norte de Cuiabá), onde está localizada a Usinas Itamarati, a maior indústria do mundo na fabricação de álcool, com capacidade de moagem de 6,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra. O alcoolduto é considerado pelo governo mato-grossense como a grande solução para o escoamento da produção aos portos exportadores. Não exportamos álcool por causa do problema da logística, lembra o presidente do Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras de Mato Grosso (Sindálcool) e vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt), Piero Vincenzo Parini. Atualmente, o álcool produzido em Mato Grosso percorre uma distância de 1,6 mil quilômetros para chegar à refinaria de Paulínia. Com o alcoolduto partido de Goiás, esta distância será encurtada pela metade, dando mais competitividade ao nosso produto e viabilizando as exportações, assinala. O projeto do alcoolduto deverá entrar em operação ao longo dos próximos anos, de acordo com o cronograma de funcionamento das usinas e a ampliação da produção regional. A idéia é trazer o ramal do alcoolduto até Nova Olímpia, que em 2010 estará moendo 10 milhões de toneladas de cana. Mato Grosso deverá produzir no atual ciclo cerca de 800 milhões de litros de álcool, em uma área de cultivo de 220 mil hectares, segundo levantamento do Sindálcool.