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ECONOMIA
Segunda-feira, 03 de Junho de 2013, 20h:35

PÓS-SELIC

Projeção para crescimento cai e estimativa ao dólar aumenta

Cenário segue contrário ao consumo: juros e inflação em alta e PIB menor

A projeção de instituições financeiras para o crescimento da economia, este ano, caiu pela terceira semana seguida. De acordo com a pesquisa semanal do Banco Central (BC) ao mercado financeiro, a estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, passou de 2,93% para 2,77%. Para 2014, também houve redução, de 3,5% para 3,4%. A expectativa para a cotação do dólar subiu de R$ 2,03 para R$ 2,05, no final deste ano, e de R$ 2,07 para R$ 2,10, ao fim de 2014. Na última sexta-feira (31), o BC fez uma intervenção no mercado de câmbio. Mesmo assim, o dólar fechou o mês no maior nível em quatro anos. O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 2,1412 para compra e R$ 2,1424 para venda, com alta de 1,36%. Em maio, a moeda norte-americana subiu 7,04%, a maior alta mensal desde setembro de 2011. Nos cinco primeiros meses do ano, o dólar subiu 4,78%. Desde 5 de maio de 2009, no auge da crise financeira internacional, a moeda norte-americana não atingia um nível tão elevado. Naquele dia, a cotação fechou em R$ 2,149 para venda. A projeção de analistas de instituições financeiras para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), passou por um leve ajuste e ficou em 5,8% este ano. Na semana passada, estava em 5,81%. Para 2014, a estimativa segue em 5,8% há três semanas. As estimativas estão acima do centro da meta de inflação, de 4,5%, e abaixo do limite superior de 6,5%. A SELIC - Com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) de elevar a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, na semana passada, as instituições financeiras elevaram a projeção para os juros básicos ao final do ano, de 8,25% para 8,5% ao ano. A decisão do Copom surpreendeu muitos analistas que esperavam por aumento de 0,25 ponto percentual. Atualmente, a Selic está em 8% ao ano. Para o final de 2014, a estimativa segue em 8,5% ao ano. A taxa básica de juros é usada pelo BC como instrumento para calibrar a inflação, que tem apresentado alta no país. A pesquisa do BC também traz a mediana das expectativas para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que permanece em 4,92%, este ano, e em 5%, em 2014. A projeção para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) segue em 4,36%, este ano, e em 5,1%, em 2014. Para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), a estimativa foi ajustada de 4,4% para 4,27%, em 2013, e de 5,28% para 5,3%, em 2014. MAIS – A estimativa para a expansão da produção industrial passou de 2,43% para 2,5%, este ano, e de 3,1% para 3%, em 2014. A projeção das instituições financeiras para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB segue em 35%, este ano, e em 34,9%, no próximo ano. A previsão das instituições financeiras para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) foi mantida em US$ 8,3 bilhões, neste ano, e foi ajustada de US$ 10,4 bilhões para US$ 9,8 bilhões, em 2014. Para o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior), a estimativa foi ajustada de US$ 72 bilhões para US$ 72,15 bilhões, em 2013, e segue em US$ 78 bilhões, em 2014. A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) foi mantida em US$ 60 bilhões tanto para 2013 quanto para o próximo ano.

Edição EDIÇÃO 16964




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