A Associação dos Produtores de Soja do Estado de Mato Grosso (Aprosoja/MT) irá propor ao governo federal alterações no Prêmio de Equalização do Preço da Soja (Pesoja) e no Prêmio de Equalização para o Produtor (Pepro). Segundo o presidente da entidade, Rui Ottoni Prado, os novos mecanismos de equalização são uma conquista do setor, mas precisam de ajustes. As propostas foram definidas durante reunião realizada ontem, na sede da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), em Cuiabá. O primeiro ponto observado pelos produtores é o preço de referência usado no leilão: R$ 22,50 para o Norte do Estado e R$ 23,52 para o Sul. O governo federal definiu um teto abaixo do custo de produção estimado pela própria Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), justifica Prado. O órgão estima que o custo na região de Primavera do Leste é de R$ 1,29 mil por hectare, ou seja, R$ 29 por saca, caso a produtividade seja de 45 sacas. Outra alteração sugerida é a criação de um fator de correção para o prêmio de acordo com a distância do município em relação ao porto Paranaguá. A medida visa beneficiar regiões que têm dificuldade de escoamento da produção. Os produtores também pretendem que seja criado um calendário de leilões com os valores dos prêmios e datas definidos. Entendemos que este é o primeiro de uma série de leilões que acontecerão. Vamos trabalhar para que os próximos sejam melhores, completou Prado. O leilão do Pesoja será realizado amanhã, enquanto o Pepro será realizado na próxima terça-feira, dia 4.