ECONOMIA
Terça-feira, 01 de Setembro de 2009, 08h:40
A
A
ÁLCOOL
Preço cai para R$ 1,13 e pode ter novas reduções
O álcool hidratado encerrou o mês de agosto com a menor cotação dos últimos 45 dias R$ 1,13 na Grande Cuiabá, sinalizando que poderá cair para até R$ 1,08 nos próximos dias, de acordo com informações das revendas. Na maioria dos postos, os preços despencaram para patamares entre R$ 1,17 a 1,19. Algumas revendas, entretanto, continuaram adotando valores acima de R$ 1,20. Na média, os preços estão em R$ 1,18. Até mesmo os postos bandeirados decidiram acompanhar as promoções do mercado. Não podemos ficar distantes dos preços que vigoram no mercado, afirmou o gerente de um estabelecimento que leva a marca Petrobras. Se os postos decidem baixar, temos de acompanhar este movimento para não perder vendas. Em um posto de Avenida Rubens de Mendonça, os funcionários afirmam desconhecer os motivos da baixa. Não sabemos exatamente porque os preços oscilam tanto. Talvez a oferta de álcool ainda esteja elevada, supõem. No sábado, um posto de Várzea Grande decidiu baixar o preço para R$ 1,13. Ontem, vários postos já estavam vendendo o combustível pelo mesmo preço. O patrão decidiu baixar para não perder para o concorrente, explicou um frentista. Tudo indica que a dança dos preços vai se manter por pelo menos mais dois ou três meses. Os postos acreditam que ainda há bastante estoque nas usinas e, por isso, apostam em preços abaixo até mesmo de R$ 1,10. Pode voltar à casa de R$ 1,08, aposta o gerente de um posto bandeira branca da Avenida Miguel Sutil. Na avaliação dos postos, a trajetória de queda dos preços deve continuar por conta da safra de cana-de-açúcar, cujo encerramento está previsto para novembro. Em setembro os preços do álcool poderão sofrer novas variações na bomba, prevê o gerente Pedro Henrique. Segundo ele, os estoque permitem uma redução maior dos preços para o consumidor. Os estoques continuarão pressionando os preços para baixo pelo menos até o final da safra. Outro gerente, na Avenida Rubens de Mendonça, diz que as novas baixas acompanham o movimento da safra, como tradicionalmente ocorre. A margem de lucro, embora pequena, ainda permite novas reduções, disse ele. LIMINAR - João Marcelo Borges, do posto Santa Elisa, lembra que os preços estão baixos por conta de uma liminar protocolada pelo Ministério Público Estadual (MPE), a partir de dezembro de 2006, que limita as margens de lucro dos postos sobre as vendas do litro do hidratado em até 20%. Procuramos acompanhar o mercado, dentro do possível. Mas não dá para entender como muitos postos conseguem fechar as contas vendendo o álcool por um preço tão baixo. O mercado poderá não se sustentar. O empresário Ranmed Leite Moussa, do posto Metropolitano, não acredita que o mercado sairá desta gangorra de preços. Por ser um combustível oriundo da lavoura, cada hora o álcool tem um preço no período da safra. Por isso acho que os preços vão continuar apresentando variações até o final do ano. O Metropolitano comercializava o álcool ontem a R$ 1,19. Compro da distribuidora, mas a margem [de lucro] nunca se estabilizou, principalmente no período da safra, devido às constantes quedas nos preços. A verdade é que a cadeia do álcool desde a usina, passando pelas distribuidoras até chegar aos postos - está estrangulada. Todos afirmam estar com problemas, disse o empresário. GASOLINA - Os preços da gasolina também tiveram declínio na semana passada, com o litro caindo para R$ 2,55 em alguns postos depois de chegar a R$ 2,76 no começo do ano e R$ 2,65 no mês passado, preço médio ainda em vigor na maioria das revendas. Comparando-se os preços de hoje (R$ 2,55) com os de R$ 2,76, a redução acumulada é de 7,65%. (MM)