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ECONOMIA
Terça-feira, 01 de Julho de 2008, 21h:14

FIM DA ESTABILIDADE?

Plano Real faz 14 anos em meio a preocupações com a inflação

O Plano Real completou ontem 14 anos em meio a preocupações com a inflação. O temor de que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) possa encerrar o ano em 6,30% (segundo a mediana da pesquisa Focus, mas a Agência Estado apurou projeções de até 7,20%), assusta, sem dúvida, e não deve ser menosprezado. Tanto, que o Banco Central está vendo escapar pelos seus dedos o cumprimento da tarefa de manter uma taxa anual próxima a 4,50% e, para evitar que esse desvio permaneça nos próximos anos, optou por um ciclo de aperto monetário. A criação do Plano Real, no governo Itamar Franco, e sua perpetuidade até hoje não trouxeram como benefício apenas o controle inflacionário. Trouxeram também seus reflexos, como a estabilidade e a previsibilidade econômica. "De 2004 para 2005 houve um aumento muito rápido da taxa de crescimento (do Produto Interno Bruto, PIB), mas o padrão de investimento no Brasil era menor e ainda refletia as arrancadas e freadas das últimas décadas porque não existia, na época, algo que é fundamental para o crescimento e que se chama previsibilidade", avaliou o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, há cerca de 15 dias, durante palestra em São Paulo. Apesar de ter dado provas de que veio para ficar, o Plano Real não é mágico e nem resolveu todos os problemas do País.

Edição EDIÇÃO 16964




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