ECONOMIA
Quarta-feira, 07 de Julho de 2010, 20h:28
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PRÉ-PAGO
Operadoras rebatem pesquisa sobre tarifas
O Brasil, segundo pesquisa da Dirsi, tem as maiores tarifas de telefonia celular pré-paga entre os países da região, com custo médio mensal de US$ 45,01
FABRÍCIO DE CASTRO
Da Agência Estado - São Paulo
As empresas de telefonia celular rebateram ontem pesquisa divulgada pelo Diálogo Regional sobre a Sociedade de Informação (Dirsi) sobre as tarifas para serviços pré-pagos na América Latina e no Caribe. De acordo com a instituição latino-americana, que reúne profissionais que atuam na área, o Brasil tem as maiores tarifas de telefonia celular pré-paga entre os países da região, com custo médio mensal de US$ 45,01 (cerca de R$ 80 pelo câmbio atual). Na Jamaica, onde o custo é o menor da região, a tarifa é de US$ 2,2 Segundo nota do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (Sinditelebrasil), o estudo "não considerou dados da realidade brasileira". Em nota, o Sinditelebrasil destacou a carga tributária que incide sobre os serviços de telefonia no Brasil, "a mais alta do planeta" e que "acrescenta entre 40% e 63% ao custo dos serviços de telefonia". De acordo com a entidade, "o brasileiro paga em impostos mais do que o dobro do que paga o latino-americano, cuja tributação é 19,4% em média". O Sinditelebrasil argumentou ainda que o estudo do Dirsi considera somente "os preços homologados pelo órgão regulador e não os efetivamente praticados no mercado em pacotes promocionais de minutos do pré-pago". Na prática, de acordo com a entidade, as promoções reduzem o custo do telefone pré-pago para o consumidor final. A entidade registrou ainda que a análise do Dirsi não leva em conta "um grande número de clientes que utiliza as redes de sua própria operadora para comunicar-se com pessoas de seu relacionamento (chamadas on net), o que gera grandes descontos no custo dos serviços". VIVO A Portugal Telecom (PT) informou ontem que está disponível para dialogar com a Telefónica sobre a Vivo, "com vista a analisar opções que otimizem as vantagens para todas as partes". Em nota, a empresa informou que o presidente do conselho de administração da companhia, o presidente executivo e o administrador financeiro foram indicados pelo Conselho de Administração para levar a cabo discussões com a Telefónica desde 1º de Junho de 2010. A nota da PT foi divulgada após a Telefónica afirmar ontem, em comunicado, que "está disposta a continuar a procurar soluções possíveis para levar a um bom termo a operação, na medida em que exista a disponibilidade da Portugal Telecom para estes efeitos, e de modo a que as partes interessadas se sintam confortáveis". A compra da fatia que a PT tem na Brasilcel (sociedade conjunta de ambas as operadoras que possui 60% da Vivo) chegou a um impasse após o bloqueio feito pelo governo português à proposta de 7,15 bilhões feita pela Telefónica. A Portugal Telecom afirmou, ainda, que "o sucesso continuado da Vivo confirma a capacidade da Portugal Telecom e da Telefónica de trabalharem em conjunto no Brasil com vista à obtenção de resultados e criação de valor acionista".