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ECONOMIA
Quinta-feira, 08 de Fevereiro de 2007, 19h:45

AFTOSA

OIE exige maior controle

A fiscalização terá que ser reforçada em toda fronteira com a Bolívia para impedir a entrada do vírus da aftosa

Mato Grosso terá que intensificar a fiscalização e controle sanitário em toda a fronteira com a Bolívia, a pedido da Organização Internacional de Epizootias (OIE). O mesmo ocorrerá com toda a fronteira brasileira, que deverá ter a fiscalização reforçada, definida através de um Plano Nacional de Fiscalização na Fronteira, que deverá ser apresentado até o dia 16 de fevereiro. Representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), dos produtores rurais e das agências de defesa dos Estados brasileiros tomaram conhecimento ontem dos pedidos da OIE ao se reunir para analisar o relatório, escrito a partir das informações colhidas na auditoria feita no país em novembro do ano passado, entregue na última reunião da OIE. A fronteira de Mato Grosso com a Bolívia abrange 780 quilômetros de área seca. Do lado da Bolívia, cerca de 200 quilômetros da distância da fronteira com o Brasil para o centro do país é considerado área livre da aftosa. Em toda a fronteira da Bolívia com Mato Grosso estão sendo instalados 11 postos de fiscalização em localidades estratégicas. Além disso, informou o diretor executivo do Fundo Emergencial para o Combate da Febre Aftosa de Mato Grosso (Fefa), Antônio Carlos Carvalho de Sousa, Mato Grosso tem contribuído com doses para vacinação contra a febre aftosa na Bolívia. Uma dessas ações será a contribuição com 20 mil doses da vacina, no mês de maio. As doses serão encaminhadas pela Fefa e está estocada. O relatório da OIE também pede que seja criada uma zona tampão (área com alto controle e restrições na comercialização e movimentação de animais) em Mato Grosso do Sul, na divisa com o Paraguai. Pelo documento da OIE, se Mato Grosso do Sul não aceitar definir uma área, todo o Estado será considerado zona tampão. A definição ocorrerá no próximo sábado, dia 10, na reunião entre os representantes dos pecuaristas, das entidades especializadas, do governo do Estado e do Mapa, para analisar o impacto econômico do pedido das duas possibilidades. O presidente do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea), Décio Coutinho, informou que a única coisa que os produtores e o governo estadual podem fazer nesse momento é esperar a reunião de sábado, que ocorrerá em Campo Grande. “Temos que aguardar a decisão para ver o que vamos fazer. Se definirem por fazer a área menor de zona tampão vamos participar com um trabalho conjunto de fiscalização na zona estabelecida. Se o Estado inteiro for considerado zona tampão, vamos ter que estabelecer novos pontos de fiscalização na divisa, assim como Minas Gerais, Goiás e Paraná”, explicou Coutinho. O presidente do Fefa, Zéca D’Ávila, concordou com a opinião de Décio Coutinho. Para ele, não adianta ficar preocupados antecipadamente porque todas as ações a serem tomadas serão definidas apenas após a reunião de sábado. Para Mato Grosso, a criação de uma zona tampão em Mato Grosso do Sul significa a criação de uma zona de vigilância intensa, a pedido da OIE. Zéca D’Ávila comentou que não tem como prever o valor do investimento que o governo estadual terá que fazer em qualquer uma das situações. Décio Coutinho analisou que a diferença entre as duas opções dadas pela OIE no relatório sobre a criação da zona tampão é muito mais sobre o impacto econômico interno para o MS. “A decisão agora é deles”, afirmou. Outra solicitação feita pela OIE é que Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina unifiquem as estratégias, normas e procedimentos de combate à aftosa. VACIANAÇÃO – Atualmente, Mato Grosso está realizando a primeira etapa da campanha anual de vacinação. Estão sendo vacinados animais na faixa etária de zero a 12 meses. A expectativa do Instituto de Defesa Agropecuária é de que sejam vacinados nesta campanha 5,5 milhões de animais. Apenas a região do Pantanal está fora da campanha.

Edição EDIÇÃO 16967




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