Mato Grosso, mesmo sem ter uma data fixada para o início da vigência do contrato de fornecimento de gás natural para desenvolver o mercado local, está cada vez mais fortalecido como um importante agente interlocutor e negociador de tudo aquilo que é imprescindível ao Estado. Quando o presidente boliviano Evo Morales decretou a nacionalização de quando houve a rompimento unilateral do contrato - a Pantanal, uma empresa privada e de lastro norte-americano, lutou por alguns anos sem sucesso pela redação de um novo contrato. Com a intermediação do governo do Estado, que levou à esfera federal um impasse de empresa privada, ficou provada a importância que a usina térmica de Cuiabá tem não apenas no sistema elétrico estadual como no âmbito nacional e também que o sucesso do mercado do gás depende da operação da térmica, que é a maior consumidora do gás no Estado e por isso viabiliza a relação frete versus preço do mercado do combustível para Mato Grosso. Em dezembro de 2008 a questão foi levada ao então vice-governador Silval Barbosa, que abraçou a causa. Sem o consumo da térmica, Mato Grosso recepciona da Bolívia cerca de 35 mil metros cúbicos de gás, via um gasoduto que possui capacidade para mais de 7 milhões de metros cúbicos. "Não há viabilidade financeira quando se transporta em uma carreta cinco latinhas de refrigerante, quando podemos transportar mil", compara o diretor presidente da Pantanal Energia, Fábio Garcia. (MP)