ECONOMIA
Segunda-feira, 10 de Setembro de 2012, 23h:10
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ECONOMIA
Mercado estima em 1,62% o crescimento para este ano
Na sexta redução seguida, a estimativa para o PIB passou de 1,64% para 1,62%
KELLY OLIVEIRA
Da Agência Brasil Brasília
Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) voltaram a reduzir a projeção para o crescimento da economia este ano. Na sexta redução seguida, a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todas as riquezas produzidas no país, passou de 1,64% para 1,62%. Para 2013, a projeção foi mantida em 4%. As informações estão no boletim Focus, publicação semanal do BC feita com base em estimativas do mercado financeiro para os principais indicadores da economia. Também têm piorado, há 15 semanas seguidas, as projeções para a retração da produção industrial, este ano. Desta vez, a estimativa de queda passou de 1,78% para 1,89%. No próximo ano, a expectativa é que haverá recuperação, com crescimento de 4,5%, estimativa mantida há duas semanas. A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB passou de 35,25% para 35,37%, este ano, e foi mantida em 34%, em 2013. A expectativa para a cotação do dólar ao final do ano permanece em R$ 2, tanto para 2012 quanto para 2013, há cinco semanas seguidas. A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) passou de US$ 18,04 bilhões para US$ 18 bilhões, neste ano, e de US$ 15 bilhões para US$ 14,57 bilhões, em 2013. Para o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior), a estimativa foi ajustada de US$ 58,8 bilhões para US$ 59,2 bilhões, este ano, e mantida em US$ 70 bilhões, em 2013. A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) foi mantida em US$ 55 bilhões, este ano, e passou de US$ 59,01 bilhões para US$ 58 bilhões, em 2013. FALÊNCIA Os pedidos de falência registrados em agosto caíram para 192. Em julho, 200 empresas fizeram esse tipo de pedido, segundo informações do Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações. Em agosto de 2011, 170 empresas pediram falência. Entre as organizações que fizeram o pedido de falência em agosto de 2012, 118 eram micro e pequenas empresas, 50 médias e 24 empresas de grande porte. No acumulado do ano, foram 1.367 pedidos contra 1.214 no mesmo período do ano passado. De acordo a Serasa Experian, na comparação mês-mês, os números indicam sinais de recuperação, apesar de ainda haver um grande volume de empresas que precisam reverter prejuízos. Já com relação ao acumulado do ano passado, houve estagnação da atividade econômica que iniciou um período crítico para as finanças das empresas. Os economistas da Serasa Experian apontam que a redução dos juros tem sido positiva, assim como os benefícios fiscais que contribuem para a volta gradual dos consumidores às compras. Nessa direção, pode-se destacar o setor automotivo, que conta com a redução do IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados] para veículos novos, dizem os economistas da entidade.