Mato Grosso pode inverter a balança comercial do Brasil
Calcário não é problema. É solução em Mato Grosso. Esse é o entendimento do presidente da Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat), João Justino Paes Barros. Mas, a agropecuária não depende somente desse insumo mineral. Isso foi o que ficou bem claro no Seminário de Mineração e Meio Ambiente. Para Mato Grosso alcançar a auto-suficiente em insumos minerais imprescindíveis como o Fósforo e o Potássio, que juntamente com o Nitrogênio formam o trio NPK, mais que conhecido por agrônomos e produtores rurais, será preciso que a mineração se transforme na base do casório da pecuária com a agricultura, ou seja, a simbiose sobre a qual falou o governador Blairo Maggi. O geólogo Francisco Pinho, da UFMT, lembra que há Fósforo entre Paranatinga, Nobres e Pontes e Lacerda. O levantamento geofísico dessa região está pronto. Falta o rastreamento geoquímico. Enquanto isso, o Brasil importa 54% do Fósforo de sua lavoura e também busca no exterior 94% do Potássio para a mesma destinação. Mato Grosso pode inverter os pratos da balança comercial brasileira de insumos minerais produzindo Fósforo e Potássio. A agricultura mato-grossense agradeceria, porque o frete de importação então nem se fala determina o preço do insumo. O calcário que o diga. O chefe do Distrito do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) em Mato Grosso, Jocy Gonçalves de Miranda, defende uma política mineral com investimentos em pesquisa para o grande salto do setor no Estado, tanto na esfera dos insumos minerais, quanto na gemologia, polimetais e metais nobres. (EG)