ECONOMIA
Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2013, 20h:52
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TERMELÉTRICAS
Mais 13 entrarão em operação até maio
Na prática, porém, o número total de usinas pode ser menor porque o relatório da agência inclui na soma as duas unidades geradoras da termelétrica no Ceará
A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) prevê a entrada de mais 13 termelétricas em operação até maio deste ano, somando 2.577,6 MW de capacidade instalada ao parque gerador brasileiro, segundo relatório de fiscalização das usinas. Na prática, porém, o número total de usinas pode ser menor porque o relatório da agência inclui na soma as duas unidades geradoras da termelétrica de Pecém I, no Ceará, com 360 MW cada uma. Mas uma das máquinas da MPX, braço de energia do grupo EBX, do empresário Eike Batista, já entrou em operação comercial em novembro do ano passado. Desconsiderada a unidade, a capacidade instalada adicional pode ser de 2.217 MW. Entre os principais empreendimentos que deverão iniciar a operação nos cinco primeiros meses de 2013 estão as térmicas Maranhão V (337,6 MW), Maranhão IV (337,6 MW), Porto de Itaqui (360,14 MW), Nova Venécia (176 MW) e Pecém II (360 MW), além da ampliação de Pecém I (360 MW), todas da MPX. Juntas, elas representam 75% de toda a capacidade de geração de energia que entrará no sistema. Estão previstos outras seis térmicas, com 399,29 MW de capacidade, para entrar em operação ao longo do ano. Todas essas usinas, no entanto, apresentam algum tipo de restrição no cronograma. EÓLICA O órgão regulador também aponta a adição de 1.682 MW de capacidade instalada em energia eólica neste ano. Os dados, no entanto, não consideram o atraso nos sistemas de transmissão dessas usinas --que vão de seis a 17 meses, segundo levantamento da Abeeólica (Associação Brasileira de Energia Eólica). Com o atraso na conclusão das linhas, a usina fica pronta para ser operada, mas incapacitada de adicionar energia ao SIN (Sistema Interligado Nacional). GERAÇÃO O governo decidiu retomar os leilões de energia para aumentar a geração no país. O presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), Maurício Tolmasquim, disse que estão previstos quatro pregões para contratar energia nova neste ano. Em 2012, houve apenas um, e a procura foi pequena. Ainda que os resultados não sejam imediatos, porque essa energia só entrará no sistema dentro de três a cinco anos, demonstra preocupação do governo em aumentar a geração no médio prazo. Três desses leilões já foram definidos para este semestre; a quarta rodada será para contratação de energia reserva, ainda em estudo. O Executivo também decidiu relicitar a usina Três Irmãos (SP), que está sob comando da Cesp. A estatal paulista não quis renovar a concessão, no ano passado. Para renovar os contratos, o governo exigiu, por exemplo, a aplicação de uma tarifa menor para remunerar a geração de energia. O objetivo era viabilizar o prometido desconto médio de 20% na conta dos consumidores. Um dos leilões deste ano estará focado em incluir no sistema a energia da usina hidrelétrica de Sinop, que será construída no norte de Mato Grosso. Os demais contratarão fontes eólica, biomassa, hídrica e gás, entre outros. O governo não teve sucesso no leilão de 2012 porque, naquele momento, houve muita oferta e baixa demanda. Segundo Tolmasquim, as distribuidoras estavam esperando energia já contratada, embora não entregue, das usinas do Grupo Bertin, e por isso não puderam fazer novos lances na ocasião. A Aneel teve de interromper essas concessões, porque o grupo não concluiu as obras previstas. Isso deixa agora as distribuidoras livres para buscar novas fontes de energia. "Estamos otimistas com a demanda dos três leilões. Ainda vendo o quarto." RESERVATÓRIOS Ainda nesta semana, após registro de chuva nas regiões Sudeste e Centro-Oeste do país, consideradas a "caixa-d'água" do Brasil, o nível dos reservatórios ainda está muito próximo ao limite mínimo de segurança do sistema. "Estamos passando por um momento em que a hidrologia está tão ruim quanto em 2001, mas dessa vez não haverá racionamento", afirmou Tolmasquim. Ele afirmou que, neste ano, está prevista uma oferta adicional de 9.000 MW no sistema elétrico brasileiro, mais que o dobro do acréscimo anual de potência instalada nos últimos anos.