ECONOMIA
Segunda-feira, 03 de Novembro de 2008, 20h:29
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NOVA POTÊNCIA
Itaú e Unibanco se fundem e agora são os gigantes da AL
A Itaú Unibanco holding tem ativos superiores aos do Banco do Brasil
Os bancos Itaú e Unibanco assinaram um contrato para a união das duas instituições, criando o maior grupo financeiro do hemisfério sul. Segundo o Itaú, a união é fruto de negociação sigilosa de 15 meses. De acordo com cálculos da consultoria Economática, o banco formado pela combinação dos ativos dessas duas instituições será a quarta empresa em valor de mercado da América Latina, atrás apenas da Petrobras, da Vale e da mexicana América Móvil. Em 31 de outubro, o valor de mercado de Itaú e Unibanco juntos seria de US$ 41,323 bilhões. Segundo a consultoria, a empresa resultante da fusão tem ativos superiores aos do Banco do Brasil. O banco fica na nona posição do ranking dos maiores bancos de capital aberto por ativos dos Estados Unidos e América Latina, com US$ 324,041 bilhões. O Banco do Brasil fica em 10º lugar, com US$ 261,639 bilhões em ativos. Já o Bradesco figura em 12º, com US$ 220,815 bilhões, e Santander em 15º no ranking de ativos entre os maiores bancos de capital aberto dos EUA e América Latina, com US$ 171,410 bilhões De acordo com comunicado enviado à imprensa, será criada uma nova controladora (holding) não financeira e o controle do novo banco será compartilhando entre Itaúsa (holding do Itaú) e Unibanco. Até o fim de setembro, Itaú Unibanco holding tinha lucro líquido de R$ 8,1 bilhões e patrimônio líquido de R$ 51,7 bilhões. Os presidentes do Itaú, Roberto Setubal, e do Unibanco, Pedro Moreira Salles, detalharam no final da tarde de ontem os planos de integração entre as duas instituições. A nova holding, denominada Itaú Unibanco Holding S.A (a atual é Itaú Holding Financeira), contará com 4,8 mil agências e 14,5 milhões de clientes, o equivalente a 18% do mercado e 19% do volume de crédito do sistema financeiro brasileiro. O total de depósitos, fundos e carteiras administradas chegará a 21% do mercado. A participação no mercado de seguros será de 17% e no de previdência privada, de 24%. Essa nova holding terá operações de corporate que somam R$ 65 bilhões, atendendo dois mil grupos econômicos, ativos sob gestão de R$ 90 bilhões na área de private bank e R$ 575 bilhões em ativos, o que representará a maior instituição financeira do Hemisfério Sul. O negócio entre Itaú e Unibanco terá de cumprir um extenso roteiro para ser aprovado pelo Banco Central. Conforme a Resolução 3.040, que trata dos procedimentos necessários para a aprovação de operações de transferência e reorganização societária, os bancos envolvidos terão de entregar uma série de documentos para a autoridade monetária. O processo tem como objetivo avaliar o risco sistêmico relacionado ao negócio. Apesar de extensa a lista, o advogado especialista em temas relacionados ao sistema financeiro Jairo Saddi acredita que o processo no BC não deve se prolongar. BOVESPA - Após o leve ajuste de baixa na sexta-feira, a Bovespa voltou a registrar ganhos impulsionada pelo anúncio da união dos bancos Itaú e Unibanco. A recuperação das ações da Vale, bem como o comportamento relativamente tranqüilo das principais praças financeiras internacionais também ajudaram. Assim, o Ibovespa começou a semana com alta de 2,66%, aos 38.249,44 pontos. A alta do dólar no mercado à vista perdeu força em relação ao real à tarde em sintonia com o aumento da valorização da Bovespa e a manutenção dos ganhos dos índices de ações em Wall Street. Contudo, a moeda norte-americana permaneceu em terreno positivo pela segunda sessão seguida, por causa de demanda pontual de players que necessitam fazer remessas para cobrir compromissos no exterior, disse um operador de uma corretora. O pronto subiu 0,42%, a R$ 2,167 na BM&F, e 0,60%, a R$ 2,169 no balcão. FOTO: Agência Brasil LEGENDA: No final da tarde de ontem, os banqueiros detalharem a operação