ECONOMIA
Terça-feira, 21 de Julho de 2015, 19h:49
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EM 2015
Insatisfação com atual momento da economia vai contendo gastos
Intenção de consumo da família cuiabana atinge seu pior nível
O índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), registrou em Cuiabá (MT), a média de 86,2 pontos em julho, primeira vez que o índice fica abaixo de 100 pontos, o que demonstra uma percepção de insatisfação com a situação atual. O índice é 16,6 pontos percentuais (p.p.) menor do que registrado no mês anterior (102,8 pontos). O ICF cuiabano também está abaixo do calculado pela Confederação para o país, que no mesmo período atingiu 86,9 pontos. Todos os subitens do ICF demonstram retração em comparação com meses anteriores. Na avaliação quanto ao nível de Consumo Atual, o índice atinge a média de 75 pontos, ou seja, 14,5 pontos percentuais a menos que no mês passado (89,5 pontos). O subitem Perspectiva de Consumo, está no mesmo nível, 75,6 pontos em julho, retração de 15,5 p.p. em relação a junho. Para a maioria dos entrevistados, os próximos meses ainda serão de contenção de gastos, por isso, o nível de consumo tende a ser menor em comparação ao ano passado (51,8%). No país, o ICF caiu pela sexta vez seguida. O índice registrou 86.9 pontos em julho, uma queda de 5,3% em relação a junho e de 27,9% na comparação com o mesmo mês do ano passado. A ICF mantém o ritmo de queda, permanecendo abaixo dos 100 pontos, o que indica uma percepção de insatisfação com a situação atual. A análise mensal de 18 mil questionários mostra que todos os indicadores ligados ao consumo (Compra a Prazo, Nível de Consumo Atual, Perspectiva de Consumo e Momento para Duráveis) estão na zona negativa. O componente nível de Consumo Atual, por exemplo, ficou em 67,2 pontos, com queda de 4,4% na comparação mensal e de 32,5% em relação ao mesmo período de 2014. A maior parte das famílias (51,5%) declarou estar com o nível de consumo menor que o do passado. Analisando as condições atuais e as perspectivas futuras da economia, a previsão da CNC é que o volume de vendas do varejo apresente retração de 1,1 % em 2015.