ECONOMIA
Quarta-feira, 15 de Maio de 2013, 21h:08
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PIB ACIMA DE 3%
Indicadores sociais exigem um mínimo
Se o Brasil quiser manter o avanço dos indicadores sociais registrado entre 1970 e 2011, terá de perseguir um crescimento econômico acima de 3% ou 5% por ano. A conclusão é do estudo Desenvolvimento Social no Brasil, apresentado ontem no 25º Fórum Nacional, no Rio, pelo economista Roberto Cavalcanti de Albuquerque, diretor técnico do Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae). Segundo ele, o grande progresso social apresentado pelo Brasil nos últimos 40 anos está acoplado ao próprio crescimento econômico do país. Quando o desempenho da economia cai, a tendência dos indicadores sociais é empobrecer, é perder força, disse. Os números mostram que nos anos de 1970, que tiveram forte expansão econômica, o indicador de desenvolvimento social cresceu 4% ao ano, enquanto no período de 1990 a 2000, considerado sombrio para a economia brasileira, o crescimento de vários indicadores foi negativo, entre eles os de emprego e de educação. Na avaliação do diretor do Inae, a retomada registrada a partir de 2000 até 2010 não foi, porém, suficiente para preencher a lacuna existente. De forma que no período todo (de 1970 a 2011), o crescimento do indicador social chave, que é o Índice de Desenvolvimento Social (IDS), foi apenas de 2% ao ano. Isso explica, segundo ele, o atraso brasileiro com relação a outros países que tiveram um desempenho melhor, tanto econômico como social. Roberto Albuquerque não tem dúvidas que a alavancagem do crescimento social requer que o país volte a crescer de maneira significativa. Uma condição, inclusive, para manter os atuais níveis de pobreza, que são muito baixos, indicou. Na medida em que não houver um crescimento de 3%, 4% ou 5% ao ano, pelo menos, a tendência vai ser deterioração. Inclusive, das indicações de pobreza e de pobreza crítica. O economista reiterou que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma dos bens e serviços produzidos no país, é vital para que os ganhos obtidos pelo Brasil em redução da desigualdade e da pobreza, no mínimo, se estabilizem.