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Cuiabá MT, Segunda-feira, 22 de Junho de 2026

ECONOMIA
Sexta-feira, 12 de Setembro de 2014, 20h:01

BANCO CENTRAL

Indicador tem alta de 1,5% em julho

RENATA AGOSTINI
Folhapress – Brasília
A alta de 1,5% do indicador de atividade econômica do Banco Central em julho não significa uma retomada do crescimento econômico, afirmam economistas ouvidos pela reportagem. Após dois meses consecutivos de queda, o indicar de atividade econômica do Banco Central sobre o mês anterior, segundo dados divulgados ontem (12) pela autoridade monetária. Trata-se do melhor resultado mensal em seis anos, contrastando com as medições sobre o desempenho da economia até agora. Até o mês passado, o desempenho mais robusto fora registrado em junho de 2008, quando a expansão foi de 3,32%, antes da eclosão da crise financeira mundial. A variação negativa do PIB (Produto Interno Bruto) nos dois primeiros trimestres do ano fez com que a economia brasileira entrasse em recessão técnica em 2014. O resultado de julho já era esperado por economistas diante da expansão de 0,7% da produção industrial no mês passado e da alta de 0,8% nas vendas do comércio varejista ampliado, que inclui materiais de construção e veículos, no mesmo período. Economistas alertam, contudo, que o resultado do indicador de atividade do BC pode não significar recuperação na economia, mas apenas um ajuste diante do forte recuo registrado nos meses anteriores. "Não podemos falar em recuperação da atividade ainda. Pelos indicadores que já saíram, como venda de papel ondulado e produção de veículos, agosto será um mês ruim para a indústria", afirma Leandro Padulla, economista da MCM consultores associados. Segundo ele, a instituição mantém a previsão de crescimento de apenas 0,3% na economia este ano. O último relatório Focus --que reflete a mediana das estimativas de analistas de mercado-- divulgado pelo BC estima alta de 0,48% no PIB em 2014. "Acho muito difícil uma revisão para cima. Acontecerá somente se tivermos uma surpresa muito grande em agosto e setembro. Mas não vemos nada que possa puxar o PIB [de forma significativa]", afirma. O maior número de dias úteis em comparação ao período anterior, a continuidade do aumento da produção de petróleo pela Petrobras e crescimento no setor agropecuário poderão contribuir para o aumento da atividade nos próximos meses, garantindo o resultado positivo no ano, segundo o Credit Suisse. O banco aposta, contudo, num avanço tímido na economia este ano. "Continuamos a pensar que o crescimento do PIB será baixo nos próximos trimestres", afirma a instituição em relatório divulgado nesta sexta-feira (12),

Edição EDIÇÃO 16967




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