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Cuiabá MT, Terça-feira, 16 de Junho de 2026

ECONOMIA
Quarta-feira, 09 de Julho de 2008, 21h:07

COMÉRCIO

Inadimplência chega a R$ 231 mi

Levantamento divulgado ontem pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL) mostra que a inadimplência dos consumidores cuiabanos atingiu a cifra de R$ 231,91 milhões no primeiro semestre de 2008. Os números fazem parte dos registros de inclusões e cheques do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) no período de janeiro a junho deste ano, representando um acréscimo de 13,96% em relação aos números do mesmo período do ano passado (R$ 203,50 milhões). Já o número de inadimplentes registrou crescimento de 7,46%, passando de 630,32 mil inclusões para 677,36 mil. O presidente da CDL Cuiabá, José Alberto Vieira de Aguiar, lembrou que sobre estes valores já foram pagos os impostos, entre eles o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Para ele, o crescimento da inadimplência no comércio está associado ao aumento do consumo, “propiciado pelo crédito fácil e barato à população”. Outra causa da inadimplência, na avaliação dos economistas, é a alta do custo de vida, atingindo principalmente as camadas mais baixas da população. Do montante acumulado este ano pelos consumidores inadimplentes, cerca de R$ 10 milhões são de registros de cheques e, o restante – 31,91 milhões – referentes a boletos bancários, promissórias, carnês e outros tipos de documentos de efetivação de vendas. Em relação ao SPC, o número de inclusões este ano aumentou 9,15%, passando de 597,06 mil registros para 652,34 mil. O valor acumulado da inadimplência das compras a prazo, registradas pelo SPC, foi de R$ 191,76 milhões no primeiro semestre de 2007 e este ano, no mesmo período, o montante chegou a R$ 221,78 milhões. A CDL informou também que o percentual de cheques sem fundo registrados no SPC caiu 23,46% no comparativo entre o acumulado de janeiro a junho deste ano e o mesmo período de 2007, com o número de devoluções recuando de 32,69 mil para 25,02 mil. O valor acumulado até o mês passado também é menor, tendo caído de R$ 11,74 milhões para R$ 13,72 mil (recuo de 13,72%).(MM)

Edição EDIÇÃO 16963




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