ECONOMIA
Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2013, 20h:03
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SEGUNDA PRÉVIA
IGP-M registra no mês inflação de 0,34%
Analistas e investidores do mercado financeiro reduzem mais uma vez a estimativa de crescimento da economia e elevam a projeção da inflação em 2013
VITOR ABDALA e DANIEL LIMA
Da Agência Brasil Rio
A segunda prévia de janeiro do Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M), usado nos reajustes de contratos de aluguel, registrou inflação de 0,34%. A taxa é inferior à segunda prévia de dezembro de 2012, quando foi observada uma inflação de 0,69%. O dado foi divulgado ontem pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Dos três subíndices que compõem o IGP-M, dois tiveram queda entre dezembro de 2012 e janeiro deste ano. A taxa do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado, passou de 0,75% para 0,23% no período. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) passou de 0,34% em dezembro para 0,19% neste mês. O terceiro subíndice, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), manteve-se praticamente estável, ao passar de 0,69% para 0,7%. A principal contribuição para a alta da taxa partiu do grupo alimentação (que passou de 1,17% para 1,58%). A segunda prévia do IGP-M foi calculada com base em preços coletados entre 21 de dezembro e 10 de janeiro. PREVISÃO Analistas e investidores do mercado financeiro reduzem mais uma vez a estimativa de crescimento da economia e elevam a projeção da inflação em 2013. De acordo com o boletim Focus, que indica as expectativas do mercado financeiro, a nova projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos as riquezas do país, caiu de 3,2% para 3,19%. Por outro lado, a estimativa para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi elevada de 5,53% para 5,65% este ano. A taxa de câmbio, no final de 2013, ficaria em R$ 2,08 e a taxa básica de juros permaneceria no atual patamar de 7,25% ao ano. Os preços administrados foram projetados para o período em 3,2%. Houve uma melhora na estimativa do déficit em conta corrente, um dos principais indicadores das contas externas, que passou de US$ 63,05 bilhões para US$ 63 bilhões, com o saldo da balança estimado em US$ 15,43 bilhões e os investimentos estrangeiros diretos em US$ 60 bilhões.