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Cuiabá MT, Segunda-feira, 15 de Junho de 2026

ECONOMIA
Terça-feira, 04 de Junho de 2013, 19h:31

PRÓXIMA SAFRA

Governo injeta R$ 136 bi

Plano Agrícola e Pecuário 2013/2014 prevê R$ 136 bi para financiamento. R$ 25 bilhões para a construção de armazéns privados

DANILO MACEDO e THAIS LEITÃO
Da Agência Brasil - Brasília
Os grandes produtores rurais terão R$ 136 bilhões para financiar a próxima safra. O Plano Agrícola e Pecuário 2013/2014 lançado ontem, no Palácio do Planalto, pela presidente Dilma Rousseff e o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade, e prevê 18% a mais de recursos em comparação à safra que se encerra (R$ 115,2 bilhões). Junto com o Plano, o governo vai disponibilizar R$ 25 bilhões para a construção de armazéns privados nos próximos cinco anos. O volume disponibilizado está distribuído em R$ 97,6 bilhões para financiamentos de custeio e comercialização e R$ 38,4 bilhões para programas de investimento. A taxa de juros anual média será 5,5%, podendo chegar a 3,5% em programas de aquisição de máquinas agrícolas, equipamentos de irrigação e estruturas de armazenagem. Ao médio produtor serão disponibilizados R$ 13,2 bilhões, valor 18,4% maior que os R$ 11,15 bilhões ofertados na safra atual. A taxa de juros aplicada ao Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) é 4,5% ao ano. Os limites de empréstimo para custeio subiram de R$ 500 mil para R$ 600 mil e os referentes a investimento, de R$ 300 mil para R$ 350 mil. As cooperativas poderão acessar R$ 5,3 bilhões por meio dos programas de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop) e de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro). A taxa de juros anual para capital de giro foi reduzida de 9% para 6,5% ao ano. ARMAZÉNS Junto com o Plano Agrícola e Pecuário 2013/2014 anunciado ontem, o governo vai disponibilizar R$ 25 bilhões para a construção de armazéns privados nos próximos cinco anos. O objetivo é solucionar o déficit que o país tem em quantidade de silos para armazenagem de grãos e evitar prejuízos causados pelos gargalos no escoamento da produção. O prazo para pagamento do empréstimo será até 15 anos, com juros de 3,5% ao ano. A produção de grãos da safra que se encerra chegou a 184 milhões de toneladas, enquanto a capacidade de armazenagem ficou em 145 milhões de toneladas, somando armazéns públicos e privados, o que representa um déficit de estocagem de 39 milhões de toneladas. Segundo o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade, os novos armazéns vão resolver a defasagem do setor. “Esse valor corresponde, mais ou menos, a 65 milhões de toneladas. Vamos suprir toda a deficiência de armazenagem e ter capacidade estática”, destacou Andrade. O ministro disse ainda que o governo investirá R$ 500 milhões em construção e melhorias de armazéns públicos. A meta, segundo ele, é dobrar a capacidade de armazenagem da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Edição EDIÇÃO 16962




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