ECONOMIA
Quarta-feira, 21 de Junho de 2006, 21h:01
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Geração de empregos formais desacelera em maio
O número de empregos com carteira assinada totalizou 198,83 mil no mês de maio. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho, o acréscimo representa uma expansão de 0,75% em relação ao saldo total de empregos com carteira assinada no país. Contudo, o aumento foi menor do que no mês de abril, quando foram gerados 229,80 mil empregos. A expansão também foi menor do que no mês de maio do ano passado, ocasião em que foram gerados 212,45 mil empregos com carteira assinada. No acumulado do ano, a geração de novas vagas é de 768,34 mil empregos, patamar quase igual aos cinco primeiros meses do ano passado, quando foram gerados 770,76 mil postos de trabalho. Em maio, os setores da economia que apresentaram melhor desempenho foram a agricultura, com a geração de 55,07 mil postos, serviços, com 52,33 mil novas vagas, indústria de transformação, com 48,76 mil novos postos, comércio, com 21,08 mil vagas e construção civil, com 16,28 mil empregos a mais. Em relação ao mês de abril, o número de empregos nos setores da agropecuária, comércio e serviços foi menor. Segundo o Ministério do Trabalho, a queda se explica pela seca no Sul do País e pelos casos de febre aftosa, em relação à agropecuária. Em relação ao comércio, o governo federal acredita que o setor passa por um momento de ajuste, período em que as famílias gastam menos para saldar dívidas. Na avaliação do ministro Luiz Marinho (Trabalho), o movimento verificado em maio não pode ser visto como tendência para os próximos meses e não representa queda no emprego formal, já que o número de trabalhadores contratados aumentou. SUL E SUDESTE -- Na análise por região, a maior geração de empregos no mês de maio ocorreu no Sudeste, com 155,55 mil empregos formais. Em segundo lugar está a região Nordeste, com 28,58 mil postos e em terceiro a região Sul, com 9,23 mil vagas com carteira assinada. A região que gerou menos vagas com carteira assinada no mês de maio foi a Norte, com apenas 6,91 mil postos. Os estados que apresentaram melhor desempenho foram São Paulo, com a criação de 87,11 mil postos de trabalho, Minas Gerais, com a geração de 48,11 mil empregos e Paraná, com 13,46 mil postos. Nas nove principais áreas metropolitanas do país foram criados 50,31 mil postos de trabalho. O melhor resultado ficou com a grande São Paulo (21,50 mil postos), seguida da região metropolitana de Belo Horizonte (9,99 mil postos) e do Rio de Janeiro (5,98 mil postos).