O diretor-presidente da Empresa Produtora de Energia (EPE), que opera a usina termoelétrica de Cuiabá a Mário Covas -, Carlos Baldi, informou ontem que apesar de um novo contrato de compra e venda de gás natural estar em negociação com a estatal boliviana, a Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), o suprimento à térmica vem sendo realizado. A nossa necessidade tem sido atendida. A nacionalização boliviana fez com que o contrato firme que a EPE tinha por mais 15 anos fosse anulado. Estamos negociando preços e várias outras questões. Tudo vem sendo feito de maneira cordial, resume Baldi. Questionado sobre prazos, o diretor explica que o contrato estará acordado o mais rápido possível, frisa, sem estipular datas. Ontem, por exemplo, a usina recebeu 1,2 milhão de metros cúbicos. Cerca de 50% do estabelecido em contrato e gerou também menos da metade da capacidade instalada que prevê até 520 MegaWatts (MW), em ciclo combinado de vapor e gás. Geramos 240 MW, atendendo à determinação do Operador Nacional do Sistema (ONS). Baldi destaca que entende a preocupação da sociedade com relação às negociações, mas reforça que a morosidade é considerada normal, diante da situação. A saída temporária da térmica por falta de gás de agosto a outubro de 2006, tirou a confiabilidade do sistema energético local e a redução na produção de energia fez com que Cuiabá fosse afetada por dois apagões seguidos. Passados 365 dias, Baldi avalia que apesar de toda canseira, a ameaça boliviana proporcionou aprendizados, nos momentos difíceis. (MP)