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ECONOMIA
Quinta-feira, 29 de Junho de 2006, 20h:42

Fomento alcança 1 trilhão de euros

O fomento mercantil alcançou em 2005 um crescimento mundial muito superior ao da economia global. Foram 18,42%, superando a marca de 1 trilhão de euros (€). O destaque foi a Oceania, que deu um salto de 26,95% na comparação com 2004, para 23,38 bilhões de euros, segundo números divulgados pela Associação Nacional das Sociedades de Fomento Mercantil – Factoring (Anfac). As Américas vieram em segundo lugar, com evolução de 23,19%, em linha com o Brasil, cujos dados preliminares apontam alta em torno de 20%. Os dados mundiais são da Factors Chain International (FCI). Com a inserção de pequenas e médias empresas no mundo globalizado, o fomento do comércio exterior vem ganhando espaço em comparação ao doméstico. Em relação ao total do capital movimentado, a participação ainda é pequena, correspondente a 8,52% ou 86,87 bilhões de euros. Mas, na comparação com o ano de 2004, mostra um avanço muito mais acelerado na área de exportação e importação. Enquanto o fomento dentro dos países teve variação positiva de 17,66%, no comércio exterior superou os 27%. “A expressiva presença do fomento mercantil no cenário econômico mundial só reforça a importância da atividade no Brasil e a certeza de que estamos no caminho certo, ao contribuir para o desenvolvimento das pequenas e médias empresas”, analisa o presidente Anfac, Luiz Lemos Leites. Ele observa que, com base nos números internacionais, pode-se prever um crescimento adicional das atividades no curso prazo “assim que o projeto de lei do fomento for aprovado, ampliando o nosso mercado no comércio exterior e agregando novas operações no mercado interno”. Segundo ele, as principais economias e os países em desenvolvimento têm no fomento mercantil um importante esteio para as pequenas empresas. Entre as 58 nações que têm instituições de factorings, o Brasil é um dos mais recentes a consolidar os fundamentos econômicos em patamares civilizados, excetuando-se a atividade pública interna, por seu perfil, ainda, de curto prazo. Ele observou que as empresas, por suas características, tendem a crescer nos mais diversos ambientes econômicos. “Se adverso, porque o pequeno empresário precisa de orientação e liquidez para suportar as turbulências, e, se favorável, porque necessita igualmente de consultoria e do capital para expandir seus negócios”. (MM)

Edição EDIÇÃO 16967




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