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ECONOMIA
Terça-feira, 22 de Novembro de 2011, 19h:33

ZPE/REINTEGRAÇÃO

Floresteca já está exportando

CLARICE NAVARRO DIÓRIO
Da Reportagem
A Polícia Militar concluiu na tarde da última segunda-feira a operação de desocupação e reintegração de posse da área da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Mato Grosso, localizada em Cáceres (225 quilômetros ao oeste de Cuiabá). Mesmo antes da desocupação plena da área de quase 250 hectares, a empresa Floresteca está operando dentro da área da ZPE há quase dois meses. Neste intervalo está gerando 100 empregos diretos e exportando 120 conteiners de madeira teca para a Europa, por meio dos portos de Paranaguá e Santos. “A empresa tinha o processo pronto na Secretaria de Fazenda há quatro anos, mas faltava o projeto ZPE se concretizar. A ZPE agora é fato”, salientou o presidente da ZPE, Pedro Lacerda. A Floresteca está exportando madeira beneficiada de forma primária, e deverá firmar parceria com uma empresa italiana especializada em beneficiamento de madeira para então exportar o produto já industrializado. Até final de fevereiro, a empresa abrirá 35 novas vagas de emprego dentro da ZPE. “Para aqueles que não acreditavam, já temos provas contundentes de que a ZPE é uma realidade e vai alavancar a economia local, regional e estadual”, afirma Lacerda. DESOCUPAÇÃO - Segundo o comando da PM, a operação começou no dia 14, quando os gestores da administradora da ZPE e o oficial de justiça designado conversaram com as famílias que ainda estavam na área. Deste dia até segunda, cada uma foi saindo por conta própria, tendo tempo para retirar das casas e da área ocupada tudo o que foi possível, como o madeiramento e as telhas das casas, as toras e o arame das cercas, e outras benfeitorias. Após este processo, o que restou foi derrubado por máquinas retroescavadeiras. Na terça-feira, dia 22, a área de 247 hectares foi reintegrada ao Estado. Na próxima semana, deverá ser expedida a certidão que passa a área à Associação da ZPE. Oitenta hectares já estão cercados com alambrado. É a área destinada à alfândega. O presidente da ZPE acompanhou todo processo de desocupação e disse que tudo aconteceu de forma pacífica, fruto de muito diálogo com cada um dos 30 chacareiros que estavam no local há cerca de dez anos. A maioria já havia saído, restando quatro famílias que saíram no último dia. Cada um deles irá receber uma casa até o dia 12 de dezembro.

Edição EDIÇÃO 16964




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