ECONOMIA
Segunda-feira, 01 de Setembro de 2008, 20h:28
A
A
Fiemt apóia construção de ramal ferroviário
A Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt) apóia integralmente a construção da ferrovia Leste-Oeste. Os trilhos vão escoar além da safra de grãos, seriam transportados também outros produtos da pauta de exportação, como carnes e minérios. Com este ramal os produtores poderão ter uma economia de até 30% nos custos do frete, de acordo com estimativas da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Segundo o coordenador para Assuntos Ferroviários da Federação Fiemt, Luiz Garcia, a obra irá proporcionar importantes avanços à economia de Mato Grosso. A Fiemt apóia sem restrições o novo projeto, que dará celeridade ao escoamento da safra agrícola, mas defende também a continuidade das obras da Ferrovia Senador Vuolo a Rondonópolis e Cuiabá, observa. Garcia diz que a Leste-Oeste é fundamental para acelerar o processo de escoamento da safra do norte estadual, que produz atualmente mais de cinco milhões de toneladas de soja. Há uma estimativa de que o Brasil, nos próximos cinco anos, vai precisar produzir 85 milhões de toneladas de soja. E é aqui na região Centro-Oeste, mais precisamente em Mato Grosso, que isso acontecerá, frisa. Por isso, ele vê o projeto como de fundamental importância para incrementar a economia regional. Seria muito bom mesmo se isso [a construção do novo ramal] viesse a se concretizar. É sinal de que o Brasil está disposto a tomar atitudes estruturantes para o processo produtivo e para reduzir o custo Brasil, salientou o representante da Fiemt. ECONOMIA - Com os trilhos interligando Lucas do Rio Verde ao porto de Itaqui, em Vilhena, o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja), Glauber Silveira, acredita que será possível baratear substancialmente os custos de produção. A cada duas partes da safra que o produtor leva para os portos de exportação, uma fica para pagar frete. E essa economia fará a diferença em termos de rentabilidade e competitividade no mercado internacional. Segundo ele, os produtores de soja gastam R$ 1 bilhão a mais a cada safra por falta de logística. Sem dúvida, a ferrovia irá trazer um forte estímulo à economia da região, principalmente na área de influência da ferrovia, que concentra a maior densidade agrícola do Estado, frisa. Para ele, a iniciativa de se construir a Leste-Oeste representa uma saída a mais para melhorar a competitividade dos produtos regionais. O projeto irá atender uma grande demanda de necessidades, que é o escoamento da safra. Mato Grosso é o grande celeiro do país e precisa de uma logística de transporte mais eficiente para escoar a safra e dar maior competitividade aos agricultores, afirmou.(MM)