ECONOMIA
Segunda-feira, 04 de Março de 2013, 20h:49
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Ferrugem traz preocupação ao noroeste
Mais de 341 mil hectares de soja, ou 4,3% da área total no Estado, localizada no entorno da terra indígena Marãiwatsédé, na comunidade Posto da Mata (30 quilômetros de Alto Boa Vista), noroeste de Mato Grosso, correm alto risco de serem infectadas pela ferrugem asiática. Isso porque as terras tiveram de ser abandonadas desde dezembro pelos produtores por força da retirada dos ocupantes não índios e motivada por decisão judicial. Segundo o diretor técnico da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja/MT), Nery Ribas, parte das mais de três mil hectares de soja plantadas nas terras xavantes estão tomadas pela ferrugem. O momento é de redobrar a atenção, os cuidados e o controle das aplicações de fungicidas nas lavouras vizinhas, pois há alto potencial de inóculo. Os focos da ferrugem aumentaram devido à ausência do controle e tratamento da doença, pois somente um produtor conseguiu autorização da Fundação Nacional do Índio (Funai) para fazer as devidas aplicações de fungicidas e controle do foco da doença. A não realização da colheita da soja aumentará a proliferação da ferrugem asiática, além da existência de soja guaxa no período do vazio sanitário. É importante que se realize o controle da ferrugem e também a colheita da soja na comunidade do Posto da Mata, pois muitos produtores vão colher soja até abril, afirma o vice-presidente da região Leste, Gilmar DelOsbel. Segundo Gilmar, os produtores dos municípios vizinhos estão fazendo sua parte, tanto que há poucos casos da doença na região. O segundo vice-presidente da região, Endrigo Dalcin, evidencia a importância dos produtores continuarem as aplicações de fungicidas no intervalo de 15 dias e assim, garantirem uma boa colheita. Até o momento mais de 35% dos 1,2 bilhão de hectares cultivados foram colhidos na região. Caso a ferrugem não interfira na produtividade da soja a estimativa é que se colham 3,7 milhões de toneladas de soja. No fim de janeiro, o Ministério da Agricultura e Pecuária e Abastecimento (Mapa) havia feito um alerta aos produtores da região, para presença da ferrugem nas lavouras situadas na gleba e ao alto índice de umidade que facilitava a proliferação do fungo. Na época a situação das lavouras não foi considerada alarmante, mas preocupante pela comissão do Mapa e da Aprosoja/MT em visita às lavouras de soja.