ECONOMIA
Terça-feira, 14 de Agosto de 2012, 22h:15
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AGRONEGÓCIO
Exportações alcançam novos recordes de preços e volumes
Receita com vendas da soja em grão representam 61% do total
MARIANNA PERES
Da Editoria
As exportações mato-grossenses de produtos agropecuários atingiram novo recorde em julho ao somar US$ 8,20 bilhões no acumulado de janeiro a julho deste ano. Comprando a performance com igual período do ano passado, a receita aumentou 38,24%, maior variação entre os cinco maiores exportadores nacionais. Mato Grosso encerra os sete primeiros meses do ano na segunda posição do ranking brasileiro, atrás apenas de São Paulo, cujo faturamento foi de US$ 10,30 bilhões. Os dados foram divulgados ontem pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). As vendas da soja em grão foram responsáveis por 61% do faturamento global do Estado neste ano, já que somente a oleaginosa movimentou negócios de US$ 5,02 bilhões no período. Com a alta das cotações no mercado internacional, as cifras superam em 49% a arrecadação de janeiro a julho de 2011. Chama à atenção, é que o avanço das exportações de soja se deu em volumes físicos também, o ganho anual não é fruto apenas da valorização da tonelada embarcada, como também, da demanda externa. Em julho, Mato Grosso havia embarcado quase 10 milhões de toneladas, saíram do Estado pelos principais portos nacional, 9,80 milhões de toneladas, cerca de 42% acima das 6,87 milhões de toneladas exportadas até julho de 2011. Ainda dentro do chamado complexo soja, que considera o grão, o óleo e o farelo - que gerou receita de US$ 6,63 bilhões, alta de 48% sobre a receita anterior de US$ 4,48 bilhões o grande destaque do período são as vendas de óleo de soja, tanto o bruto, quanto o refinado, cuja receita cresceu 65%. O óleo refinado revela a maior expansão, alta de 168,37% sobre o faturamento dos primeiros sete meses do ano passado. Os negócios passaram de US$ 17,16 milhões para US$ 46,05 milhões. A China, que neste ano passou a comprar óleo do Brasil, veio buscar boa parte de seu suprimento no Estado. Entre os principais produtos da pauta mato-grossense, somente o complexo soja encerrou o período em ascensão. O complexo carnes (bovina, suína e aves) retraiu 3,74% na comparação anual. Isoladamente, a bovina encolheu 3,17%, aves, -15,73% e a suína, como vem registrando há mais de um ano, teve novamente a maior perda, 42,04%, reflexo do embargo russo, em vigor há desde junho do ano passado. Ao contrário do Brasil que comemora recorde nas exportações do milho, cereal que em 2011 ocupou a segunda posição em receita gerada à pauta, ainda não decolou neste ano. Conforme o Mapa, as receita está 25,75% inferior ao observado de janeiro a julho do ano passado. Caiu de US$ 521,80 milhões para US$ 388,38 milhões. A explicação para os números é a falta de produto para vender. O milho embarcado pelo país ainda é remanescente da safra 2011. No ano passado, o Estado sofreu adversidades climáticas durante o desenvolvimento da lavoura e colheu 6,99 milhões de toneladas, volume muito inferior às previsões iniciais que esperam por algo acima de 9 milhões. A safra atual, recorde histórico para o Estado, está sendo embarcada desde o mês passado e já ajudou nos números de julho, já que o desempenho superava o recuo atual de 25,75%.