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ECONOMIA
Quinta-feira, 06 de Março de 2008, 21h:16

Exportações ainda interrompidas

MARCONDES MACIEL
Da Reportagem
As exportações mato-grossenses para a União Européia continuam interrompidas desde a decretação do embargo pela União Européia (UE), no último dia 31 de janeiro. De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias Frigoríficas do Estado (Sindifrigo), Luiz Antônio Freitas Martins, as quatro fazendas de Mato Grosso “liberadas” pelo bloco europeu não conseguem atender às necessidades dos frigoríficos. “É muito pouco mesmo, não daria para encher um container”, disse Martins. Cada container armazena 12 mil quilos de um corte nobre (filé, alcatra ou contrafilé). “Para completar uma carga os pecuaristas teriam que abater pelo menos 3,5 mil cabeças”, lembrou o presidente do Sindifrigo. Sem carga nobre em quantidade suficiente para atender ao mercado europeu, os frigoríficos mato-grossenses focam as exportações para países como Oriente Médio e Leste Europeu. “Estamos buscando algumas alternativas para exportação, mas não tem sido fácil”. Segundo ele, as exportações caíram cerca de 30% desde o anúncio do embargo. A perda diária estimada é de R$ 750 mil, totalizando um montante de R$ 26,5 milhões. “É difícil imaginarmos o mercado externo sem a Europa, por isso acreditamos em uma solução o mais breve possível”, afirmou Luiz Antônio Martins. PECUARISTAS – O diretor executivo da Associação dos Proprietários Rurais de Mato Grosso (APR/MT), Paulo Resende, concorda que a retomada das exportações neste momento é inviável. “Realmente não há gado disponível para abate nessas três fazendas para encher um container”. Ele acredita que só após a liberação de 200 ou 300 fazendas é que Mato Grosso estará em condições de retomar as exportações de cortes nobres à Europa. Outro problema, na avaliação de Resende, é que ainda não há oferta suficiente de bois prontos para abate. “A oferta está reduzida e ainda há insegurança e instabilidade no mercado”. Apesar da reclamação da APR/MT, os preços da arroba do boi gordo seguem a sua trajetória de recuperação na maioria das regiões produtoras. De acordo com a APR/MT, na região da Grande Cuiabá a arroba estava sendo cotada ontem a R$ 68.

Edição EDIÇÃO 16967




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