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ECONOMIA
Terça-feira, 22 de Dezembro de 2009, 23h:53

IOF/TÍTULOS

Estrangeiro continua investindo

O apetite dos investidores estrangeiros pelos títulos da dívida brasileira cresceu em novembro mesmo com a cobrança de 2% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) a partir de 20 de outubro. Dados do Tesouro Nacional divulgados ontem mostram que a fatia da dívida com esses investidores subiu de 7,68% em outubro para 7,77% no mês passado - o que representa R$ 104 bilhões em mãos de aplicadores estrangeiros. Novembro foi o primeiro mês inteiro em que o capital estrangeiro foi submetido à nova taxação. O coordenador de operações da dívida pública, Fernando Garrido, comentou que a cobrança de IOF sobre o estrangeiro teve pouco impacto sobre os indicadores porque esse investimento se trata, na maior parte dos casos, de uma aplicação de longo prazo. Ele evitou estimar qual seria o porcentual de estrangeiros na dívida doméstica caso o governo federal não houvesse determinado a cobrança de IOF. "É difícil fazer ilações, mas o que podemos imaginar é que a participação nos títulos de prazos mais curtos poderia ser maior", disse. Isso porque, alegou, a cobrança de 2% sobre um título de curto prazo, como o de seis meses, por exemplo, é mais significativa do que a mesma cobrança sobre um papel com vencimento maior. "Há diluição ao longo do tempo." O coordenador previu também que a participação estrangeira na dívida tende a crescer nos próximos anos. "A experiência internacional mostra que essa fatia é de 10% ou mais", comparou, acrescentando que esse movimento já vem sendo verificado no caso brasileiro, de forma gradativa, nos últimos anos. Apesar das eleições presidenciais em 2010, Garrido afirmou que o próximo ano não deve representar grandes dificuldades para a gestão da dívida porque o perfil do endividamento está "bem melhor" que o visto nos últimos anos eleitorais. Para reforçar essa avaliação, ele afirmou que as metas para a redução do endividamento em 2010 serão "mais rígidas" que as estabelecidas em 2009 porque o próximo ano deve ser mais tranquilo do ponto de vista econômico. Em 2009, lembrou, o planejamento foi alterado porque a economia passava pela maior crise dos últimos anos.

Edição EDIÇÃO 16962




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