Empresariado quer mudança de taxa fixa para cartões
Atualmente, a cada transação com cartão de débito é cobrada uma taxa percentual que gira em torno de 2% do valor da compra. Diante disso, a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) pede mudanças nesse sistema de cobrança, por meio do estabelecimento de uma taxa fixa. O diretor executivo da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL), Nelson Soares, considera que um valor pré-fixado a cada transação seria o ideal. A cobrança feita através de um percentual faz com que a operação saia muito cara para compras de alto valor, explica. Para ele, adotar um valor fixo ajudaria, inclusive, no combate à inflação. O comerciante não paga essa taxa, quem paga é o consumidor, pois ela vem embutida no valor do produto. E ressalta que não há a necessidade de se cobrar um percentual em cima do valor da compra, pois o pagamento é feito à vista. O dinheiro é debitado na hora na conta do cliente, então o pagamento é à vista e o banco não corre risco nenhum. Não é como no caso dos cartões de crédito, que se o cliente não paga a conta, o banco tem que arcar com a dívida. Soares lembra que a cifra apenas é credita na conta do comerciante dois dias úteis após a operação. O empresário Roberto Peron lembra que com a quebra do monopólio das operadoras de cartão houve uma desoneração dos custos para se manter um terminal de cobrança. O aluguel de uma máquina fica entre R$ 40 e R$ 60, a concorrência facilitou o seu uso e diminuiu os custos. Além disso, com uma única máquina o estabelecimento recebe todos os cartões, então não há a necessidade de manter várias. Em cada loja eu tenho duas, mas apenas para atender melhor a demanda que é alta. Antes era preciso ter seis terminais.