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ECONOMIA
Terça-feira, 20 de Março de 2012, 21h:35

FISCALIZAÇÃO

Detectada saída ilegal de gado para o Pará

Duas carretas transportando gado foram flagradas com documentação falsificada

Ação de fiscalização da Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT) detectou a retirada ilegal de gado mato-grossense para abate no estado do Pará. O flagrante aconteceu no município de Vila Rica (1.259 km a nordeste de Cuiabá), após a equipe volante da região leste parar duas carretas de gado já próximas à divisa de Mato Grosso. Os caminhoneiros apresentaram notas fiscais que após a conferência do Fisco foram identificadas como falsas. O contribuinte responsável pela operação ilegal foi intimado a recolher o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) acrescido de penalidades, num total de R$ 84,2 mil. “A Sefaz está monitorando as operações de todas as regiões. Temos recebido denúncias e toda situação é levada em conta no nosso trabalho de inteligência e fiscalização. Não podemos aceitar que a produção do Estado seja retirada de forma ilegal, com notas falsificadas. Atitudes como esta colocam em risco a estabilidade econômica do produtor que respeita as leis tributárias”, comentou o secretário de Estado de Fazenda, Edmilson José dos Santos. Pelo Termo de Apreensão e Depósito (TAD), a documentação falsificada dizia que o gado tinha origem no próprio estado do Pará e estava apenas utilizando o município de Vila Rica (MT) como rota para o frigorífico também no Pará. Porém, os agentes de tributos do Estado checaram as informações apresentadas junto ao banco de dados da Sefaz paraense e confirmaram se tratar de documentação falsificada. A situação flagrada pela fiscalização está enquadrada no que determina a Lei Federal n° 8.137/90, que tipifica o fato como Crime Contra a Ordem Tributária. “Constitui crime contra a ordem tributária suprimir ou reduzir tributo, ou contribuição social e qualquer acessório, mediante as seguintes condutas: ... falsificar ou alterar nota fiscal, fatura, duplicata, nota de venda ou qualquer outro documento relativo a operação tributável”, traz o texto Federal. O flagrante aconteceu na última sexta-feira (16/3), sendo que o TAD foi integralmente pago pelo contribuinte. A Sefaz manterá intensificada a fiscalização volante na região.(Com assessoria)

Edição EDIÇÃO 16962




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