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ECONOMIA
Sábado, 31 de Maio de 2008, 13h:38

Custo do fertilizante assusta e compromete rentabilidade no MT

O alto preço dos fertilizantes é outro fator que vem onerando os custos de produção e colocando em risco a atividade para muitos agricultores. Os estudos mostram que os custos com fertilizantes estão impondo fortes perdas e reduzindo drasticamente a margem de lucro do setor. “A alta nos preços desse insumo foi tão grande do ano passado para cá que hoje os fertilizantes preocupam tanto quanto a falta de logística”, diz o especialista em Agronegócio, Marcelo Duarte Monteiro, que também é diretor executivo da Aprosoja. Segundo ele, Mato Grosso produz em grandes áreas, porém em solos pobres. “O solo mato-grossense é um dos mais pobres do mundo para produção agrícola em alta escala”, diz, lembrando que o que se usa no Estado em termos de adubo é o dobro do utilizado no Paraná e Rio Grande do Sul e o triplo do que se gasta nos Estados Unidos e Argentina, por exemplo. Para agravar a situação, os preços dispararam nos últimos meses. Em dólar, a alta foi de 150%. A tonelada de fertilizante, que custava US$ 400 no ano passado, hoje está sendo vendida por até R$ 1 mil. “Isso é muito preocupante, pois não há como produzir sem aplicar adubo”, alerta. Segundo ele, hoje o peso do fertilizante em Mato Grosso, como fator de perda da competitividade, está praticamente equiparado com o da logística. “Hoje o produtor tem que gastar US$ 300 a mais por hectare que o Paraná para produzir a soja, por exemplo. E, desse total, 50% são por causa dos fertilizantes e, 50%, devido à falta de logística. Realmente, o grande vilão hoje são os preços dos fertilizantes”. Marcelo aponta a necessidade de desonerar o setor agrícola, porém entende que a situação é mais complexa. “Acredito que a solução é investir em pesquisas, buscando-se variedades mais resistentes para solos de baixa fertilidade”. Outra alternativa é investir em novas jazidas, pois o Brasil importa 70% dos adubos que consume. “Temos jazidas que não estão sendo exploradas.” (MM)

Edição EDIÇÃO 16967




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