ECONOMIA
Sexta-feira, 09 de Março de 2007, 21h:08
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CESTA BÁSICA
Cuiabá tem a quinta mais cara do Brasil em fevereiro
A cesta básica em Cuiabá registrou aumento de 3,03% em fevereiro, em relação a janeiro deste ano, passando a custar R$ 179,31. É o que revela pesquisa mensal de cesta básica realizada na Capital pela KGM Comunicação, Marketing e Pesquisas. Com essa alta, Cuiabá ocupou a quinta colocação no ranking de preços dos gêneros alimentícios essenciais entre 17 capitais brasileiras. Em fevereiro, o preço da cesta básica manteve o predomínio de alta, comportamento verificado em 13 das 16 capitais onde o Dieese realiza, mensalmente, a Pesquisa Nacional da Cesta Básica. As maiores elevações foram apuradas em Fortaleza (11,51%), Recife (8,61%) e Belo Horizonte (5,18%). Já as quedas se deram em Porto Alegre (-0,81%), Aracaju (-0,76%) e Florianópolis (-0,09%). Novamente, o tomate foi o vilão entre os itens da cesta básica em Cuiabá com alta de 10%. Em segundo lugar, a maior variação inflacionária foi do café, com alta de 5,8%, e depois a manteiga, 3,12%. Já os preços do açúcar (-9,76%), arroz (-3,21%) e feijão (-2,52%) tiveram quedas significativas. A metodologia adotada pela KGM na pesquisa é a mesma usada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que realiza o estudo em outras 16 capitais brasileiras. TRABALHO - Na cidade de São Paulo, em 1959 a cesta básica custava 27,12% de um salário mínimo, chegou a ser 102,35% de um salário mínimo em 1994, 73,20% em 2003, 68,09% em 2004, 62,60% em 2005 e 52,67% em 2006, sendo necessárias 115 horas e 53 minutos de jornada de trabalho para se adquiri-la, segundo o Departamento. Na cidade de Cuiabá, no mês de fevereiro, o preço da cesta básica correspondeu a 51,23% do salário mínimo vigente, contra 49,72% em janeiro de 2007. Já o tempo de trabalho necessário para se aquisição dos produtos foi de 103 horas e 28 minutos, contra 99 horas e 44 minutos em janeiro de 2007. HÁ UM ANO Em março do ano passado a cesta básica em Cuiabá passou da quarta para a terceira mais cara do Brasil, chegando a R$ 171,06. Os itens que contribuíram para a alta foram feijão, açúcar e soja. O custo de vida do cuiabano só perdeu para São Paulo, que registrou a cesta mais cara (R$ 177,28) e Brasília (R$ 173, 29).