O dólar à vista manteve-se em queda pela terceira sessão consecutiva e fechou nas mínimas do dia, a R$ 1,664 no balcão, em queda de 1,13% em relação a ontem e na menor cotação desde 14 de maio de 1999. Na roda da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BMF), o dólar caiu 1,16% para R$ 1,6635. As cotações voltaram a perder força com a redução de posições compradas no mercado futuro em meio à demanda dos investidores locais e estrangeiros por operações de arbitragem cambial diante da expectativa de retomada hoje do ciclo de aperto monetário pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A alta das Bolsas globais e o recuo externo da moeda norte-americana em meio ao terceiro fechamento recorde seguido do petróleo maio em Nova York, para US$ 114,93 o barril, também pesaram para o declínio das cotações do pronto. Do mesmo modo, as informações do "Livro Bege" do Federal Reserve não adicionaram mal-estar às bolsas e o dólar encontrou espaço para acelerar as perdas durante à tarde. No fim da sessão à vista, o giro financeiro total era 42% superior ao da véspera, e somou cerca de US$ 2,960 bilhões (US$ 2,8 bilhões em D+2).