ECONOMIA
Sábado, 14 de Julho de 2007, 13h:16
A
A
RONDONÓPOLIS
Comércio informal prejudica empresários
JAQUELINE BECK
Da Reportagem/Rondonópolis
Há mais de duas semanas o departamento de fiscalização da prefeitura de Rondonópolis (210 quilômetros ao sul de Cuiabá) realiza levantamento de informações para saber da existência de ambulantes e do comércio ilegal na cidade - entre outras irregularidades , a informação é do gerente do setor de fiscalização Geraldo Magela Prados. Até o momento, não existem dados precisos sobre o número de ambulantes que estão ativos na cidade e quais as suas condições, porém são mais visíveis nas proximidades do centro da cidade e em pontos distribuídos na Rua Lions, próximo ao Rondon Plaza Shopping. Desde o início deste ano, quando a prática estava mais concentrada, a operação já reduziu em cerca de 30% a atuação deste comércio ilegal, diz. Conforme Prados, o serviço está sendo realizado para que as ações contra as irregularidades na cidade sejam feitas com mais precisão e agilidade. Ao todo, onze fiscais estão distribuídos pelo centro, proximidades e bairros da cidade, realizando o trabalho de prevenção e controle diariamente, diz. Prados conta que quando os infratores são localizados, imediatamente os fiscais os advertem quanto à prática ilegal e às restrições da legislação, em seguida solicitam que os vendedores façam junto ao departamento de fiscalização da prefeitura uma autorização, com validade para três meses. A fiscalização detecta também irregularidades em construção civil, práticas urbanas que não são permitidas como as queimadas, por exemplo. No que se refere à prática dos ambulantes de pirataria, o maior prejudicado é o comércio legal, que paga os impostos e tributos para estar de acordo com as normas do alvará. Com base nas fiscalizações, os produtos mais encontrados são os CDs, DVDs e aparelhos gravadores de DVDs. Empresários que comercializam os mesmos produtos em lojas legalizadas contabilizam perdas. Segundo o proprietário da loja Casa da Informática, Carlos Pereira, os ambulantes e infratores são muito ágeis e são inúmeros no mercado. O cliente acaba optando pelos produtos piratas não só pela diferença de preço, mas também por uma questão de tempo. Muitas vezes o pirata tem o mesmo preço do produto original, mas as pessoas já estão habituadas a procurar pelo mais rápido, diz. Na loja de produtos musicais Som das Pistas, de acordo com o setor de vendas, a população está carente de conscientização quanto à aquisição de CDs e DVDs pirateados. Mesmo trabalhando apenas com produtos originais, muitos clientes ao entrar na loja solicitavam pelo produto pirata e, quando eram informados da não comercialização, eles iam embora alegando que o preço é muito caro. Como exemplo da disparidade dos produtos está o CD. O produto original pode ser encontrado por um preço a partir de R$ 25, podendo chegar em alguns lugares até a R$ 49. Porém, os originais têm qualidade e não danificam o aparelho de som em que serão ouvidos, nesse sentido vale lembrar o velho e sábio ditado popular Ás vezes, o barato pode se tornar caro.