Cenário para próxima safra é negativo ao produtor de MT
Além da crise econômica mundial que vem dificultando a negociação da pluma já colhida na safra passada e a liberação de crédito para o custeio do novo ciclo iniciado em novembro no Estado - outro grave acontecimento deu partida à crise do algodão que se alastra e assusta entidades de pesquisas. Na segunda semana de novembro, a apreensão de maquinário agrícola das fazendas de produtores inadimplentes com os bancos fabricantes foi o estopim da crise que gerou a queda na produtividade. Desde então, a cultura do algodão sofre com a insegurança do mercado e com a falta de políticas públicas, como os cotonicultores reclamam, para tentar reerguer quem trabalha nesta atividade. A previsão é ruim: são aproximadamente 400 cotonicultores no Estado e as fazendas de algodão estão reduzindo expressivamente a contratação de mão-de-obra, as demissões já passam de 50% e as contratações de quem aproveita o período para trabalhos temporários são mínimas, informou o diretor-executivo do IMA, Álvaro Salles. O Estado corre o risco de sofrer um baque jamais visto e viver um momento de desaceleração da economia estadual. A conseqüência disso pode ser inclusive o desemprego, pois o efeito cascata leva do campo às indústrias o desfalque, como prevê o presidente do Sindicato Rural de Rondonópolis (210 quilômetros ao sul de Cuiabá), Ricardo Tomczyk. (NA)