O empresário recebe o e-mail para quitar um título apontado para protesto, com todos os dados correspondentes à operação real e mais um desconto vantajoso. Aceita a proposta imediatamente, fazendo o requerido depósito de quitação em uma conta corrente bancária. Pronto, este empresário cuiabano acabou de cair em um golpe, de R$ 23,75 mil. A quadrilha especializada atua em todo o Brasil, mas se aproveita mais da facilidade promovida pela legislação estadual mato-grossense para obter todos os dados das vítimas em jornais diários e fazer simular a cobrança de títulos apontados para protesto em cartório, cobrando o valor diretamente do titular, sendo o pagamento efetuado em conta-corrente laranja. O diretor da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL), João Bosco Linhares Nunes, também membro do Instituto de Estudos de Protesto de Títulos do Brasil (IEPTB), declara que em face deste crescente índice de vítimas, tendo ainda em conta valores expressivos de prejuízos aos empresários e sociedade em geral, o ideal é que fosse feito, urgente, como colocamos à corregedoria Geral da Justiça em 2010: divulgar somente CPF ou CNPJ e o protocolo do título, e acirrar as investigações sobre os casos.