ECONOMIA
Terça-feira, 22 de Janeiro de 2013, 20h:28
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SEGUNDO MÊS
Cai o índice de confiança do empresário
O Índice de confiança caiu para 56,7 pontos em janeiro, queda de 0,7 ponto com relação a dezembro, mas ainda acima da linha divisória de 50 pontos
LUCIENE CRUZ
Da Agência Brasil Brasília
O otimismo dos empresários da indústria recuou em janeiro, pelo segundo mês consecutivo. A queda no otimismo indica que a retomada do crescimento industrial será mais lenta neste início de 2013, aponta pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada ontem. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) caiu para 56,7 pontos em janeiro, queda de 0,7 ponto com relação a dezembro, mas ainda acima da linha divisória de 50 pontos. O índice varia de zero a cem. Valores acima de 50 indicam empresários confiantes. Em janeiro do ano passado, o indicador registrou 57,3 pontos. De acordo com a pesquisa, os pequenos empresários são os menos confiantes. O índice alcançou 55,4 pontos em janeiro. Nas empresas de médio e grande porte, os índices registrados foram de 56 e 57,7 pontos, respectivamente. Na indústria de transformação, a confiança recuou em 19 dos 28 setores pesquisados. As perspectivas dos industriais em relação ao futuro também estão menos otimistas, diz o levantamento. O indicador de expectativas para os próximos seis meses caiu de 56,9 pontos para 56 pontos. Mesmo com a queda, o índice segue acima da linha divisória de 50 pontos. O indicador de expectativa sobre a situação futura da empresas ficou estável, em 63,4 pontos. A pesquisa foi feita entre 7 e 17 de janeiro com 2.164 empresas, sendo 750 pequenas, 872 médias e 542 grandes. RECUO A quantidade de empresas que procurou crédito em 2012 na comparação com o ano anterior caiu 5,2%, de acordo com a empresa de consultoria Serasa Experian. Foi o primeiro recuo anual do indicador desde 2009. A principal influência foi a queda de 6,2% na demanda por crédito das micro e pequenas empresas. Já as médias empresas aumentaram a procura por crédito em 11,6% no ano passado e as grandes, em 14,6%. O setor de serviços registrou o menor recuo na procura por crédito em 2012, com queda de 3,5% ante 2011. O setor industrial registrou queda de 5,3%. O setor de comércio foi o que teve maior recuo, com 6,7%. As regiões menos desenvolvidas do país foram as que apresentaram os menores recuos na demanda das empresas por crédito em 2012. Na Região Norte, a queda chegou a 3,2% e na Nordeste o recuo foi de 4,1%, na comparação com o acumulado do ano anterior. As regiões Sul e Centro-Oeste registraram quedas de 4,6% e de 4,8%, respectivamente. A Sudeste teve declínio de 6,1% na procura por crédito em 2012.