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ECONOMIA
Terça-feira, 11 de Junho de 2013, 20h:36

XISTO

Bacia do Parecis entra em discussão

Em reação às novas condições de preços e às perspectivas de mudanças no mercado do gás natural, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) decidiu incluir a exploração do xisto no próximo leilão de blocos de gás, previsto para os dias 30 e 31 de outubro. A licitação deverá incluir as bacias do Parecis (MT), do Parnaíba (entre Maranhão e Piauí), do Recôncavo (BA), do Paraná (entre PR e MS) e do São Francisco (entre MG e BA). A ideia é usar a mesma técnica de fraturamento das rochas de xisto utilizada nos Estados Unidos. As reservas brasileiras, estimadas em 6,4 trilhões de metros cúbicos, estão em 10º lugar na classificação internacional. A China detém as maiores reservas (36,1 trilhões de metros cúbicos), seguida pelos Estados Unidos (24,4 trilhões) e pela Argentina (21,9 trilhões). Diante deste novo mercado, a Comissão de Meio Ambiente, Fiscalização e Controle (CMA) do Senado aprovou ontem o requerimento (nº 31/2013), de autoria do senador Luiz Henrique, para realização de audiência pública para tratar da extração do gás natural xisto no Brasil, da influência da produção dos Estados Unidos na indústria nacional e do questionável sistema de fraturamento (fracking), que consiste em criar fraturas nas rochas, para que o gás armazenado nos poros possa ser liberado. A data da Audiência Pública ainda não foi marcada, mas, deve acontecer até o final deste mês. “O Estados Unidos estão extraindo gás natural de xisto pelo sistema de fraturamento, obtendo produto ao custo de 20% do que o oferecido no País. O “fracking” é feito pela injeção de bilhões de litros de água, misturada a produtos químicos, a profundidades superiores a mil metros”, explica o autor do requerimento, senador Luiz Henrique. Essa revolução energética fez o preço do gás despencar nos Estados Unidos de US$ 8,9 por milhão de BTU (unidade térmica britânica) em 2008 para US$ 2,7 em 2012. O novo preço corresponde a um quinto do encontrado no Brasil, onde indústrias muito dependentes do gás - dos setores de cerâmica, vidro e petroquímica, por exemplo - perdem competitividade, paralisam planos de expansão ou reorientam investimentos para fora do País, além de aumentar as importações.

Edição EDIÇÃO 16967




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