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ECONOMIA
Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012, 19h:28

EMPREGO

Aumento foi de 11,69%

Em Mato Grosso, o setor do comércio foi o que teve o melhor desempenho, com a abertura de 9.438 novos vagas

Mato Grosso gerou 33.111 novas vagas de emprego formais no ano passado, um aumento de 11,69% em relação ao saldo total registrado ao fim de 2010. Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Em 2011, o Brasil gerou 1.944.560 novas vagas. O resultado é 23% menor que o de 2010, quando foram criados 2.543.177 postos. Porém, é o segundo melhor da série histórica, perdendo exatamente para 2010. Segundo o Ministério, o setor do comércio foi o que teve o melhor desempenho, com a abertura de 9.438 novos empregos. Em seguida aparecem o setor de serviços (8.820), a agropecuária (6.827) e a Construção Civil (4.069). O desempenho de 2011 é o melhor verificado em Mato Grosso desde 2007, quando foram abertas 34.308 novas vagas de emprego. O recorde histórico é de 2004, com 38.850. O pior ano da série histórica ocorreu em 2005, com a abertura de apenas 3.278 vagas. Por razões sazonais (férias escolares, entressafra, período de chuvas) em dezembro ocorreu um declínio de 2,44% no nível de emprego, com a perda de 13.739 postos. No restante do Brasil, o resultado também foi ruim em dezembro. Naquele mês houve o fechamento de 408.172 vagas, ante a geração de 42.735 em novembro de 2011. Este foi o pior resultado do ano e o pior dezembro desde 2008, quando houve fechamento de 654.946 postos. Em relação ao ano todo, os estados que mais geraram empregos foram São Paulo, com 551.771 (alta de 4,77%); Minas Gerais, com 206.402 (5,42%) e Rio de Janeiro, com 202.495 postos (5,95%). O ministro interino do Trabalho e Emprego, Paulo Roberto Pinto, considera que, para 2012, a expectativa em relação à geração de empregos é bastante favorável. Segundo ele, deverá haver um incremento em torno de dois milhões de empregos formais celetistas ao final do ano. O ministro explicou que o cenário positivo se dará, em parte, pelo conjunto de ações que vem sendo implementadas com o objetivo de estimular a geração de emprego e renda.Apesar do otimismo, o governo federal termina 2011 gerando menos emprego do que o prometido. O ritmo de geração começou a cair no segundo semestre, quando o governo informou que não bateria a meta prometida no início do ano, de geração de 3 milhões de vagas. As informações por setor de atividade econômica mostram a expansão. O setor de serviços teve o segundo maior saldo para o período, com a criação de 925.537 postos (6,43%). No comércio foram gerados 452.077 postos (5,61%), na construção civil 222.897 postos (8,78%), e na indústria de transformação 215.472 postos (2,69%). A agricultura obteve o melhor resultado desde 2005, com a criação de 82.506 postos (5,54%).

Edição EDIÇÃO 16967




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