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ECONOMIA
Terça-feira, 20 de Março de 2012, 21h:35

ARROZ

Aporte de R$ 737 mi

Governo anunciou recursos para apoio à comercialização de arroz e garantir o preço mínimo do produto pago ao agricultor

O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, anunciou ontem (20) o aporte de R$ 737 milhões para medidas de apoio à comercialização de arroz. Os recursos serão aplicados na venda de 2,02 milhões de toneladas com o objetivo de garantir o preço mínimo do produto pago ao agricultor. No Rio Grande do Sul, maior produtor do país, o preço médio da saca de 50 quilos de arroz no mercado é R$ 24,50, enquanto o preço mínimo estabelecido pelo governo é R$ 25,80. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizará leilões de Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) e Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) para apoiar a comercialização de 1 milhão de toneladas de arroz, distribuídos nos meses de abril, maio, junho e julho. Em Aquisição do Governo Federal (AGF) serão 320 mil toneladas e mais 700 mil toneladas em contratos de opção de venda, também distribuídos entre os meses de abril, maio, junho e julho. Por meio desses mecanismos, o governo espera corrigir as distorções de preços pagos ao produtor e garantir sua maior competitividade no mercado. “Temos muitas questões que precisamos conversar com nosso setor arrozeiro, mas as medidas de hoje vão tranquilizar o setor até o fim do ano.” O ministro lembrou que o Mapa está atento às reivindicações do setor e retoma o seu papel de estar perto do produtor, seja de que tamanho for. “Essas medidas são parte do apoio do governo aos produtores de arroz do país, garantindo o sustento de sua renda e uma remuneração mínima para sua colheita”, salientou o ministro Mendes Ribeiro Filho. Segundo ele, as medidas são um exemplo claro da regionalização do ministério, uma prova do novo modelo de política agrícola que está sendo criado, que deve ser preventiva e corretiva. O ministério também está trabalhando com foco na governança da comercialização, uma maneira de agilizar os processos. A operacionalização se dará por intermédio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Representantes dos produtores disseram, após o anúncio, que o apoio é importante, mas é preciso resolver o problema da demora entre os lançamentos das medidas e a chegada do benefício aos produtores. “Esse foi o grande erro nos últimos tempos. Precisamos que essa execução ocorra em tempo real. Essa é a angústia do produtor”, disse o deputado Afonso Hamm (PP-RS). O secretário de política Agrícola do ministério, Caio Rocha, informou que o governo se preocupou em dar mais agilidade na liberação dos recursos. “Nem sempre o nosso tempo é o tempo do produtor. Por isso, o ministro Mendes Ribeiro pediu ao ministro Guido Mantega para que houvesse um processo de agilização.” Apesar de os recursos do programa serem inferiores aos aplicados no ano passado, governo e produtores dizem que o montante é suficiente para atender ao pleito do setor porque a situação atual é menos crítica. Na safra passada, o preço de mercado do arroz chegou a R$ 18 a saca, o que levou o governo a desembolsar R$ 983 milhões no apoio à comercialização de 2,98 milhões de toneladas do produto. A importação de arroz de outros países, que deve chegar a 1,3 milhão de toneladas este ano, é tida como uma das causas para os baixos preços praticados no mercado. Na semana passada, o ministro Mendes Ribeiro se reuniu com o ministro da Agricultura argentino e propôs o estabelecimento de cotas para se buscar um equilíbrio na entrada do produto no país. Atualmente, o Brasil compra cerca de 50% das 850 mil toneladas de arroz que a Argentina exporta.

Edição EDIÇÃO 16966




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