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ECONOMIA
Quinta-feira, 05 de Junho de 2008, 20h:28

INFLAÇÃO

Alta dos alimentos faz dobrar o custo de vida

Os produtos panificados lideram a alta de preços com índice superior a 4%

FRANCISCO CARLOS DE ASSIS
Da AE - São Paulo
Mais um indicador divulgado ontem mostra que a inflação não dá trégua para o bolso do consumidor, que continua sendo penalizado pela alta no preço dos alimentos. Ontem o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) informou que o Índice do Custo de Vida (ICV) subiu 0,87% na cidade de São Paulo em maio. Em abril, o índice havia subido 0,42%. O grupo de produtos que mais contribuiu para este salto da inflação no mês passado foi o de alimentação, com uma alta de 2,40% e aceleração de 1,85 ponto porcentual em relação a abril. A aceleração de preços fica mais notória se comparada com a variação dos alimentos em maio do ano passado, quando os preços dos alimentos subiram 0,16%. Neste caso verifica-se uma aceleração de 2,25 pontos porcentuais. Sozinho o grupo alimentação respondeu por 0,66 ponto porcentual de toda a inflação medida pelo ICV em maio. O segmento dos alimentos "in natura" fechou o mês mostrando uma elevação de 3,64%. A abertura deste subgrupo mostra uma alta de 3,70% dos hortifrutis, de 6,90% dos grãos, de 2,95% das carnes, de 4,26% das aves e ovos e de 2,13% do leite in natura. No análise por alimentos industrializados, o agregado subiu 1,60%, com contribuição de 0,16 ponto porcentual sobre o ICV pleno. Pela ordem, as massas, biscoitos e farinhas subiram 2,89%, os panificados ficaram 4,54% mais caros, cafés e chás variaram 0,06%, carnes e peixes industrializados subiram 1,86%, seguidos por derivados do leite (1,27%), óleos e gorduras (0,60%), condimentos e enlatados (0,98%), doce, açúcar e conservas (0,71%), alimentos prontos para consumo (1,88%) e bebidas (0,09%). Os gastos com alimentação fora do domicílio subiram 1,23%, com as refeições principais tendo subido 1,63% no mês passado e os lanches matinais e vespertinos tendo sido reajustados em 0,69%. No segmento dos grãos, a maior alta foi constatada no preço do arroz, com um ajuste de 19,83%. O que aliviou este subgrupo foi a queda de 10,29% do preço do quilo do feijão. No caso das carnes, a bovina ficou 3,05% mais cara e a de porco, 1,31%. E neste caso, o consumidor não tem muito para onde fugir a não ser para os ovos que caíram 1,90% já que o frango teve seu preço elevado em 5,98%. Os preços das frutas caíram 0,78%. Contribuíram para isso as quedas nos preços do mamão (7,55%), limão (4,05%) e laranja (3,20%). As hortaliças subiram 7,64%, como os legumes tendo avançado seus preços em 17,91%, com destaque para o tomate (10,40%) e vagem (28,72%). No caso das raízes e tubérculos (5,87%), houve aumento na batata (10,37%) e cenoura, com aumento de 19,85%.

Edição EDIÇÃO 16967




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